terça-feira, 31 de julho de 2007

SENTIMENTO ESPECIAL



Neste 31/07, data em que mudo de idade...
que me chama à realidade,
e já me induz a fazer um “balanço de vida”!...
Precisamente, neste momento,
em que o relógio marca 23:50 (hora brasileira),
profundamente emocionada, agradeço de coração,
as demonstrações de carinho que recebi de
amigos do orkut
e/ou visitantes desta Janela:


Ana Maria Silva (Guarapari/ES/Brasil);
Stelinha Teixeira (Porto Alegre/RS/Brasil);
Gleci Martins (Porto Alegre/RS/Brasil);
Luiza Caetano (Portugal);
Xandina Pinto (Arraial do Cabo/RJ/Brasil);
Eugenia Pais de Ramos (Portugal);
Michelle Câmara (Natal/RN/Brasil);
JC MorenoAltoDevastador (Curitiba/PR/Brasil);
Kelly Porto (Natal/RN/Brasil);
Sonia Araújo (Alfenas/MG/Brasil);
Bianca Freitas - "Lua" (Lisboa-Portugal/Rio de Janeiro-Brasil);
Graças Alfredo (Extremoz/RN/Brasil);
Fábio Mário (Universidade de Évora-Portugal);
Lúcia Martins (São José de Mipibu/RN/Brasil);
Carlos Ferreira & Rosa (Évora-Portugal).

Com um abraço especial e carinhoso,
e na forma que mais gosto de externar meus sentimentos,
saúdo a todos com um simbólico brinde, acompanhado de flores...
e declaro:


Hoje, a idade madura
me faz pensar diferente...
e formar, singelamente,
um juízo de valor
sobre a “amizade” pura:
Um verdadeiro presente!
E como é doce, o sabor
de gente amiga da gente!


(Dilma Damasceno)
Natal/RN, 31 de Julho de 2007

RETRIBUINDO UM LINDO PRESENTE (RELEITURA)



(Dilma Damasceno)
Natal/RN, em 31 de Julho de 2007

E POR FALAR EM SAUDADE...


MOTE:

REGISTREI NA MEMÓRIA DA SAUDADE,
A LEMBRANÇA DO AMOR QUE ME ESQUECEU!

GLOSA:


Desde cedo, “intuí” que meu destino
era viver de esperança e fantasia!...
Com ardor, abracei a poesia,
e dela, fiz o meu sagrado hino!
Nos acordes do sonho genuíno,
meu coração encantou-se, e se perdeu!
Pertinaz, a solidão me envolveu...
e carpindo cruel realidade,
registrei na memória da saudade,
a lembrança do amor que me esqueceu
!

(Dilma Damasceno)

quarta-feira, 25 de julho de 2007

SOB A LUZ DA PRIMAVERA



... A primavera havia apenas, começado!
Eu me sentia encantada...
em completa sintonia com a sedução das flores!
Que me perdoem os leitores e amigos,
pelos versos ligeiramente, eróticos...
pois, fluíram inspirados em momento de ardoroso sonho!...
Não resisti à voluptuosa correnteza de desejos e emoções!...
Então, escrevi...


... E ao saborear-te o ardor primaveril,
eu me sinto outra vez, adolescente...
e me entrego, apaixonadamente,
sob a luz de um céu cor de anil!


És todo amor! Flamejas, excitado!...
E a minha boca se deleita no desejo
de acarinhar o teu corpo, beijo a beijo,
até deixar-te, de beijos, tatuado!


Meu coração, esplende o encantamento
de receber-te em completa comunhão!...
E já não sei dominar esta "efusão"
que ativa as chamas do meu sentimento!


(Dilma Damasceno)

A DOR DA MINHA SAUDADE...


Como vivo?

- Simplesmente!...

Advogando,
e dividindo o meu tempo entre a advocacia
e a vida no campo.
Paralelamente, leio e escrevo bastante.
Raramente, saio.
Economicamente, me enquadro na classe média.

O que me rodeia?

- Trabalho e família...
- Poucas pessoas. Praticamente, meu filho e uma irmã.
Raros parentes. Poucos amigos. Muitos livros!
No campo, meus animais de estimação, e mato...
bastante mato!

Sou fascinada pela Literatura de Cordel,
e sempre gostei de rabiscar alguns versos!...
Minha vida, nunca foi fácil!...
Sofri imensamente, e ainda sofro,
mas Deus, Pai Onipotente, Onisciente, e Onipresente,
estendeu-me a mão fraterna!...
Um amigo de fé, de nacionalidade portuguesa:
o ilustre e admirável cidadão eborense, Carlos Ferreira,
a quem sou imensamente grata...
solidariamente, incentivou-me a divulgar
o meu aprendizado literário, em espaço próprio...
o que passei a fazer,
a partir de fevereiro do corrente exercício,
com a criação deste Site bastante simples...

que para mim, tem valor inestimável.
Em verdade, este Site significa um grande presente!...
Além de ser fonte de inspiração para o meu versejar...
é manancial de calor humano e fraterno!...
É colo para minhas amarguras e tristezas...
é luz para os meus momentos de intensa nebulosidade!

Nesta "janela"
(que muito me encanta, pelo carinho dos visitantes e amigos),
eu descrevo sonhos, desejos, emoções...
e seja qual for o sentimento que me domine...
não tenho reservas, e me apresento “tal e qual”...
como sou, e como sinto!

E neste momento, o meu verso é sentido e nostálgico:

MOTE:

"DESPERTA, POETA, E CANTA
A DOR DA MINHA SAUDADE"!

GLOSA:

Quem ama sem ser amado,
não sente prazer na vida.
Eu quis, e não fui querida...
e este, é meu triste fado!
Meu coração extremado,
perdeu a felicidade!...
E sem reciprocidade...
de sonho, se acalanta!...
"Desperta, Poeta, e canta
a dor da minha saudade"
!

(Dilma Damasceno)

sexta-feira, 20 de julho de 2007

NÃO CHORES, CORAÇÃO!


"O coração humano é como as laranjeiras:
floresce um mês e espera outro setembro em flor..."
(AlFHONSUS GUIMARAENS)


... E se um barco parte em mar aberto,
conduzindo o amor apaixonante...
E se no cais da saudade, o olhar deserto
se despede do sonho delirante...


Não te lamentes pelos dissabores!...
Pois, amores e sonhos... vêm e vão!
Entre as pedras da vida, existem flores!...
Não sofras mais!... Não chores, coração!


Poderás serenar os desalinhos,
regando flores... e, ceifando espinhos!


(Dilma Damasceno)

A HORA DO ÂNGELUS

Jamais tive o hábito de dormir durante o dia.
Ontem, encontrava-me no campo,
e inexplicavelmente, adormeci após o almoço.
Quando acordei, a tarde já se despedia.
A paisagem mostrava-se nostálgica e misteriosa...
aproximava-se a hora do Ângelus... a hora dos acordes sublimes!
Um sentimento puramente místico inundou o meu coração...
E agora, eis-me aqui... a relatar em versos, as emoções sentidas!




... Despertei, suavemente,
sentindo a alma, saudosa.
Findava, a tarde. O poente,
mostrava tons cor de rosa!


O pôr-do-sol refulgia.
O vento soprava brando.
Bem longe, um sino batia,
o "Ângelus", anunciando!


Ao som da Ave Maria...
de joelhos, meditei.
Pensei no que mais queria!...
E humildemente, rezei:


Oh! Santíssima Trindade!
Adoce o meu sentimento!...
Fazei de mim, instrumento
da Vossa Santa Vontade!...


Proteja o meu coração,
da mágoa e do desalinho!...
Me poupe da tentação!...
Me guarde no bom caminho!...


Com graça, luz, e bondade,
me ajude a fazer o bem!...
Me mostre a felicidade!...
Me livre do mal!... Amém!


(Dilma Damasceno)

sexta-feira, 13 de julho de 2007

UM LINDO SETEMBRO...


Sempre me emocionei com a candidez da natureza!
Sou capaz de escalar uma íngreme montanha,
para admirar uma simples florzinha!
Ontem, eu me encontrava no campo, e contemplava o pôr-do-sol,
à margem da lagoa... o que sempre faço, e jamais me canso de repetir!
Quando o sol desapareceu por completo,
centenas de pirilampos brilhavam entre os juncos.
Com o olhar marejado, fiquei ali, um bom tempo...
sem precisar o que era mais emocionante:
Olhar as estrelas no céu... ou tocar as estrelas no chão!
Sem resistir, colhi um vagalume,
que por alguns segundos, brilhou em minha mão!...
Senti como se uma constelação inteira, iluminasse a minha alma!
Logo, a emoção me transportou para lembranças
que não querem calar!...



Era Setembro!... Estação
perfumada e envolvente...
sonho, desejo, e, paixão
fremiam, candidamente!


Graciosas borboletas,
de várias formas e cores,
ensaiavam piruetas
em torno de lindas flores!


Suave borboletinha
despertou minha ternura...
Era tão amarelinha!...
Tão cheia de formosura!


No céu de azul turquesa,
o sol ardente, brilhava.
Em louvor à natureza,
o amor, presente, estava!


Sob a luz do infinito,
meu sentimento, externei.
Era “tudo”, tão bonito!...
E então, me apaixonei!


(Dilma Damasceno)

NO CARROSSEL DA PUREZA



Hoje, eu tive uma comovente e grata surpresa:
fui contemplada com a visita dos ARAUTOS DO EVANGELHO,
trazendo a imagem de Nossa Senhora de Fátima,
para ser coroada em meu lar!
Emocionada, rezei e agradeci a Deus pela generosa visita!
Respeito todas as religiões, porém sou Católica Apostólica Romana...
e desde criança, sou devota de Nossa Senhora de Fátima!
Tocada pela emoção do momento místico, pensei na linda música
de Roberto Carlos, cujo refrão, diz:

“...
Nossa Senhora, me dê a mão...
cuida do meu coração...
da minha vida, ai... do meu destino...
do meu caminho... cuida de mim”

E então, não consegui conter,
nem as lágrimas, nem o forte e crescente desejo
de registrar sentimentos da minha infância...
quando o amor era pleno de ternura, pureza, e candura!



Quando eu era pequenina,
dentre os devaneios meus,
no topo de uma colina,
eu conversava com Deus!


Havia luz nos caminhos;
sonhos, de todas as cores!...
Borboletas... passarinhos,
revoavam sobre as flores!



A colina, transbordava
de poesia e beleza.
Feliz, minh'alma brincava
no carrossel da pureza!...


... E Deus, Pai Onipotente,
fonte de Amor e Esperança...
embalava ternamente,
os meus sonhos de criança!


(Dilma Damasceno)

quarta-feira, 11 de julho de 2007

A DOR DA DESILUSÃO...


"Frustrada a paz,
a guerra continua no céu, no mar, nos cafundós da lua.
Uma esperança aponta nessa bruma:
é o cachimbo da paz!... Mas, ninguém fuma."

(FRANCISCO CARVALHO)



No princípio, havia tudo:
Amor... Sonho... Poesia!
O céu, era luminoso...
O mar, era mais formoso...
A natureza, sorria!


Tudo era lindo!...Contudo,
Já não existe alegria.
O céu, hoje, é nebuloso...
O mar, parece assombroso...
A natureza, arredia!


E pensar que há bem pouco,
tudo era Encantamento!...
Amor... Sonho... Poesia!
Meu coração, pobre louco,
entregue ao esquecimento,
esqueceu a fantasia!...


Assim, frente à desventura,
vou lutando, sem escudo!...
E nada mais, faz sentido!
É grande, a minha amargura!
Melhor seria, se o “tudo”,
nunca tivesse existido!


(Dilma Damasceno)

CORAÇÃO INGRATO


Não há como explicar o amor.
Simplesmente, acontece...
independente do querer, da idade, do tempo.
Sempre fiz parte da corrente que defende a assertiva:
“No coração, ninguém manda”!
Romântica por natureza, e extremamente sonhadora,
fiz do amor e do sonho,
os meus principais e verdadeiros motivos de encantamento!
E de tanto desejar o amor e o sonho, acabei por confundir sentimentos.
Previ tantas coisas, no meu sonhar!...
Só não previ que, na estação da madureza,
o amor faria “gato e sapato” do meu coração.
Pensei... e como pensei... que os delírios do do amor,
fossem típicos da idade adolescente...
quando os apaixonados são inexperientes e voltados para a aventura.
Jamais imaginei que sonhar o amor maduro, pudesse causar sofrimentos,
ao ponto de gravar cicatrizes na alma...
e de originar versos assim:



... Por amar, vivo sofrendo...
trilhando espinhosa estrada!...
Não sinto prazer em nada!...
De lembranças, vou vivendo.
Ainda assim, compreendo
o "amor" que não me quis.
Do meu jardim, sem matiz,
eu pinto um triste retrato!...
“Me diz, coração ingrato,
qual foi o mal que lhe fiz
”!


(Dilma Damasceno)

domingo, 8 de julho de 2007

FANTASIA VERSUS REALIDADE (I)...



É triste, adormecer triste,
e acordar mais triste, ainda!
Mas como em meu ser, existe
uma compulsão infinda,
para o que "der" e "vier"...
manifesto os sentimentos,
ao fluir dos pensamentos...
seja qual for, o mister!



No meu caminhar incerto,
de tudo, aprendi um pouco!...
Cativo do amor deserto,
chora encolhido em meu peito,
um coração meio louco!...
Nos braços da natureza,
procuro encontrar um jeito
p’ra suportar a tristeza!


E percorro a verde mata,
ouvindo o som cristalino
dos pássaros, e da cascata...
do vento que assobia,
rodopia, canta, e pia
como gaivota, a soar
nas notas do meu destino,
embalando o meu penar!


(Dilma Damasceno)

FANTASIA VERSUS REALIDADE (II)...




Peço a Vida: não me tire
o canto dos passarinhos...
o vôo das borboletas...
o brilho dos pirilampos!
E mesmo que eu delire,
e chore pelos caminhos...
deixai-me ouvir as retretas
dos maestrinos dos campos!


Que a minha poesia
de aprendiz renitente,
prossiga, tendo por guia,
o sentimento, somente!...
Que mostre o verso sentido,
feito ao sabor da emoção...
com o tempero colhido
na horta do coração!


E quando a dor da saudade,
minha voz, silenciar!...
Quando nada mais restar
do amor que me invade!...
Se “recordar, é viver”...
meu desejo, é recordar!...
De emoção, delirar!...
De recordação, morrer!


(Dilma Damasceno)

terça-feira, 26 de junho de 2007

"LAÇOS DE FAMÍLIA"...

Eu, no centro, com Estélio e Efigênia

Nós três nos conhecemos em momento difícil!...
Mas, como foi fácil, estreitarmos os laços afetivos!
Uma prima muito querida, Terezinha Linhares Faustino,
sempre me falava do irmão, Estélio
(o primo que eu sempre desejei conhecer),
e que há muitos anos, reside em Brasília.

E quis o destino,
que eu somente conhecesse pessoalmente, o primo Estélio,
por ocasião da partida de Terezinha, para o plano espiritual.

Foi simpatia à primeira vista!
Em pouquíssimo tempo,
Estélio já não era somente um primo querido,
mas também, um irmão de coração...
e portanto, Efigênia,
que comecei considerando “prima” e amiga,
passou a ser também, uma querida “cunhada”!

Tocada por lembranças emocionantes,
cumpre-me intercalar um sentimento que não consigo calar:

(Pois, então, inesquecível prima Terezinha!...
Onde quer que estejas, - e como és uma alma linda,
estás em lugar iluminado por Deus -,
sei que sabes,
que sempre fostes para mim, uma prima muito irmã!

É gratificante recordar as tuas habilidades,
o teu ar festivo,
a tua simplicidade!...
Cumpristes as missões terrenas,
sempre com integridade, determinação, e generosidade.

Eu faço parte do time que acredita:
“colhemos o que plantamos”!
Fostes um grande exemplo de filha, mãe, irmã, mulher, e amiga.
Plantastes o bem!... Colhes o bem!
Portanto, por tudo de bom que sempre fizestes,
só me resta, dizer-te:
Que Deus te ilumine mais e mais, Prima-Irmã Terezinha!)

Voltando ao relacionamento com Estélio e Efigênia,
cumpre-me declarar: melhor, não poderia ser!...
Compreensivos e amáveis... (os filhos, seguem o mesmo exemplo),
estão sempre cercados de familiares e de amigos.

E aqui,
simbolicamente eu tiro o chapéu para os parentes de Efigênia,
pessoas receptivas, acolhedoras, e fraternas.

E sabem o que mais?!...
- Estélio adora uma Schincariol...
é um curtidor...
gosta de dançar... de brincar...
em suma:
gosta de aproveitar a vida!
Efigênia, - sua cara metade -, está sempre do seu lado,
manifestando compreensão e cordialidade.

O que mais me encanta em Estélio,
é a consideração que Ele tem pela família e pelos amigos.
E somente isso (como se fosse pouco!),
justifica porque o primo Estélio, perdeu uma irmã,
e logo, ganhou outra: Eu!
Cumpre-me confessar que me senti muito emocionada e satisfeita
com a ampliação do nosso parentesco!

É sempre no mês de Janeiro que nos encontramos.
Todavia, nos últimos “janeiros”,
não pude estar com Estélio e Efigênia!
“Coisas da vida”, como diria a Prima Terezinha,
se ainda estivesse entre nós, fisicamente!

Estélio, Efigênia, e familiares!
Espero que leiam o que andei escrevendo aqui...
e que sintam na escrita,
a minha admiração pela forma como Vocês encaram a Vida!

E, “cá entre nós”, Primo-Irmão Estélio...
eu sinto que abrigas no peito, o coração generoso dos “Linhares”...
porém a essência de tua alma, espelha autenticamente,
a energia calorosa dos “Faustino”!

E que assim seja, sempre!...
Amém!


“LAÇOS DE FAMÍLIA”

No lar, a melhor mobília,
não é de móveis, nem panos,
mas, de valores humanos,
contendo a marca: “família”!...

A “família”, é ouro puro
da mina do coração!...
Primeira Instituição;
primeiro porto seguro!

Assim quis, o Pai Divino:
que eu vivesse em aldeias!...
E que tivesse nas veias,
o sangue bom dos “Faustino”!

O meu saber é pequeno!...
Mas, tenho o prazer de ter,
pulsando forte em meu ser,
a alma dos “Damasceno”!

Dos meus clãs, eu sempre quis
conhecer todo o passado!...
Seja qual for, meu legado,
quero encontrar, - a raiz!

E enquanto eu tiver tino,
e o meu dinheiro, der...
farei tudo que puder,
p’ra desvendar meu destino!

Aos Leitores, uma vênia
eu externo!... E com apreço,
estes versos, ofereço
a Estélio e Efigênia!

(Dilma Damasceno)
Brasil/Nordeste/Natal, 26 de Junho de 2007

sexta-feira, 22 de junho de 2007

O QUE MAIS DÓI...


Sempre fui corajosa, determinada, aguerrida!...
Por que, então, no campo afetivo, não contenho os impulsos...
não sufoco os desejos... e não esqueço os desencantos?!...

Sonhando, sofrendo, sentindo, e penando...
eu me convenço:
O amor nasce, cresce, vive, e morre, independente de nossa vontade.
Às vezes, dura uma vida toda... outras vezes, dura apenas um dia.
Muitas vezes, porém, um só dia, pode conter toda uma vida!
Impulsionada pela nostalgia dominante,
não posso evitar um amargo e sentido desabafo:



O que mais dói, além da dor atroz
que me atordoa, intensa e crucial...
mais entristece a minha alma triste:
- "Eu" e "Você", jamais seremos "Nós"!
- O nosso amor, nunca será “real”!...
- Só a distância entre "nós dois", existe!


(Dilma Damasceno)

DIVAGANDO...


“Quis saber o que era o amor, por experiência,
e hoje que, enfim, conheço o seu conteúdo,
pudera eu ter, eu que idolatro o estudo,
todas as ciências, menos esta ciência!”

(AUGUSTO DOS ANJOS)



Penso em "Ti"... e surpreendo
em meu sentir, pensamentos
que reacendem esperanças!...
Ao teu fascínio, me rendo!...
E me perco em sentimentos
de indeléveis lembranças!


No resvalar das surpresas,
as esperanças, acesas,
suavizam mágoa e dor!
A minha alma, delira!...
O meu coração, suspira!
... "Era uma vez... o amor"!


(Dilma Damasceno)

sábado, 16 de junho de 2007

POR TI...




Enfrentaria o deserto abrasador...
os temporais... a fúria das enchentes...
andaria sobre espinhos e dormentes,
por um momento só, do teu amor!


(Dilma Damasceno)

DELÍRIO




... O sonho invade a alma taciturna,
revolvendo secretos pensamentos!...
E os mais delirantes sentimentos
são evocados, sob a luz noturna!


(Dilma Damasceno)

terça-feira, 12 de junho de 2007

LÁGRIMA DOCE




Receba uma lágrima doce,
de delirante sabor!...
Suave, como se fosse,
um beijo de beija-flor!


Esta lágrima, a brilhar,
fremente de emoção,
é transbordante do olhar...
mas, nasceu do coração!


Sinta o aroma saudoso
que esta lágrima, oferece...
e o sentimento ardoroso,
fluindo em forma de prece!...


Nesta lágrima, está presente
o som de "esbatidos" passos,
seguindo, amorosamente,
em direção aos seus braços!


Presentes, também estão,
o carinho e a ternura...
carícias do coração,
e da essência mais pura!


Peço a Deus, que a nostalgia
não transforme amor, em dor!...
E ao sabor da "estesia",
declaro aqui, com fervor:


Neste ensaio de poesia,
a "lágrima doce",- incolor,
com ar de melancolia -,
encarna o mais puro amor!


(Dilma Damasceno)
Natal/RN, 12 de Junho de 2007

AMOR DISTANTE




Na solidão da madrugada, o ar soluça!
E como dói, o “coração alado”...
que num voejo ousado e delirante,
foi detido!... E agora, se debruça
na janela do sonho encarcerado!
- Onde estás? Onde estás, “amor distante”?!...


(Dilma Damasceno)
12 de Junho de 2007

domingo, 10 de junho de 2007

OUTONO




Vai ficando mais distante,
a primavera sonhada!...
Em minha íngreme estrada,
o desalento, é constante!


Pertinaz, sopra o outono,
que parece não ter fim...
E grava as marcas em mim,
da mágoa, e do abandono!


E assim, vou caminhando,
imersa no desconforto,
por ter no peito, chorando,
um coração quase morto!


(Dilma Damasceno)

UM LOUCO IMPROVISO



Por ser literalmente apaixonada pela poesia,
estou sempre pesquisando, em busca de criações poéticas...
E assim, tenho encontrado “grandes poetas” e “mestres”!
... Na Internet, visitando o Site : POEMAS de JOAQUIM MARQUES,
eu, que sempre me encanto com a força das palavras,
encantei-me com um poema, contendo em todas as estrofes,
a manifestação inicial: “Ama-me só por amar”...

E confesso:
Ousei apropriar-me da forte manifestação!
Atitude insana (?),
que resultou na inspiração de “um louco improviso”!...
Mas, pode apresentar a conta dos direitos autorais, caro Poeta!...
Pagarei com prazer!



"Ama-me só por amar"
... E quem me dera que fosse
tão simples, exercitar
o sentimento agridoce!...


Seguindo essa intuição,
eu me atrevo a pedir:
Sinta-me só por sentir...
sem pensar na emoção!


... Calidamente, o lirismo
invade o meu versejar!...
Mas, como é doce, pensar
sem amargura... e, sem dor!


E entregue ao romantismo,
meu coração sem juízo,
arrisca um louco improviso:
Ama-me só por amor!


(Dilma Damasceno)

sexta-feira, 8 de junho de 2007

MUDANÇA DE ESTAÇÃO



Em consonância com a minha forma de ser,
atrevo-me a rasgar o coração,
despir a alma,
e desabafar livremente!...




São surpresas da vida, - As mudanças!
E de estação em estação, os pensamentos
vão fluindo ao sabor dos sentimentos,
como se fossem sementes de esperanças!


Muitas vezes, porém, o coração
frente ao glamour, esquece a singeleza!...
Indiferente à mágoa, e à tristeza,
suspende o sonho... e, muda de estação!...


Foi assim que o ”amor” agiu comigo:
Carinho... sedução... depois, castigo...
desilusão... adeus... e, sofrimento!...


O “rio doce”... o sonhado “rio doce”,
passou, e me esqueceu, como se eu fosse
a estação do próprio esquecimento!


(Dilma Damasceno)

ESTÍMULO



Um Poeta que muito admiro, depois de ler a minha poesia:
“O FIM DO SONHO”, comentou:

“Há mar e mar...
Há ir e voltar!”

Li, emocionada e sensibilizada... mas, optei por ficar silente.
Coisas do coração!

Decorridos 13 (treze) dias, o admirável Poeta, retorna e diz:

“Dilma,
Tenho uma reclamação a apresentar:
Desde o dia 25 de Maio que não publica nada...
Vá lá... um poema!”

Reclamação recebida, e considerada procedente!
Sinto-me lisonjeada!
Pena que a minha inspiração ainda esteja sob os efeitos
da ressaca da amargura!...

Mas, como não atender pedido tão cativante?!...
Portanto, caro menestrel Joaquim Marques,
eu te ofereço o poema “
Estímulo”,
como símbolo de prazerosa gratidão:



Sim, eu sei... “Há mar e mar...”
Que o diga, meu coração!
Também, “... há ir e voltar!”...
Como há pecado... e, perdão!


Mas, foi no “mar de sargaços”,
que tive a sorte mudada!...
Que me detive, enredada...
sem amarrações ou laços!


Com a mudança da sorte,
eu me senti desarmada!...
Sem esperança e sem norte:
uma pobre alma penada!


Então... decidi mudar,
p’ra não sofrer mais assim!...
E agora, eu só vou amar
quem sentir amor por mim!


(Dilma Damasceno)
Natal/RN, 07 de Junho de 2007

sexta-feira, 25 de maio de 2007

O FIM DO SONHO




Sinto na alma, a dor dilacerante
de ver morrer o sonho auspicioso!...
Mareja o meu olhar triste e saudoso,
à luz do sentimento itinerante!


... A sonhar, percorri muitas estradas,
sem temer a presença dos espinhos!...
E voei, como voam os passarinhos,
em busca de felizes alvoradas!


Mas, o destino audaz e desumano,
indiferente às marcas do engano,
arrebatou o amor, dos braços meus!...


Meu coração, fremente de carinho,
sofre e soluça, em solitário ninho...
purgando a pena de um triste adeus!


(Dilma Damasceno)
Natal/RN, 25/05/2007

EM SINTONIA COM A TERNURA...



Revendo algumas anotações e imagens que guardo cuidadosamente,
parei na imagem da linda rosa vermelha,
recebida em Agosto de 2005, já contemplada neste blog...
e não resisti ao desejo de reprisá-la,
embalada pelas recordações de momentos cândidos e emocionantes.

... Gosto imensamente de presenciar apresentações de
poetas repentistas.
Com a minha particular simplicidade,
tenho participado de inúmeras Comissões Julgadoras de
"Festivais de Poesia",
a maior parte, envolvendo a participação de Poetas Violeiros.

Certa vez, eu me encontrava ouvindo um "baião de viola", no campo.
pelas "tantas", quando a cantoria se apresentava
bastante eclética e quente,
os poetas passaram a brindar os presentes, com versos de humor,
e ao mesmo tempo, com sugestões para solicitação de motes.
Em dado momento, alguém pediu um mote, que dizia:


"SE HÁ OUTRA, EU NÃO CONHEÇO,
BONITA, COMO MARIA!"


Imediatamente, o repentista que acabara de receber
o tema solicitado, improvisou a seguinte glosa:


"Meu povo, não é garapa,
minha dor não é mesquinha.
As cinco letras que eu tinha,
não tenho mais no meu mapa.
Toda vereda se tapa.
Não me aparece um guia!
Queria, meu Deus, queria,
saber do seu endereço!...
SE HÁ OUTRA, EU NÃO CONHEÇO,
BONITA, COMO MARIA!"


Como sempre tive facilidade de memorizar versos,
memorizei a estrofe,
na glosa inicial de
GERALDO AMÂNCIO PEREIRA, maravilhoso Poeta Cearense,
que naquela época, era muito jovem,
mas já deixava evidente que se transformaria
no monumento sagrado do repente, que é hoje!

Neste momento, a imagem da linda rosa na palma da mão,
me fez lembrar a declaração externada de forma tão simples e bela,
naquela agradável "cantiga de viola"!

Encantada com a carinhosa oferenda,
e em completa sintonia
com a emoção que o sentimento da poesia, desperta,
mas, principalmente, por encontrar-me desprovida de inspiração,
peço permissão aos envolvidos no tema abordado,
para plagiar o mote e a glosa gravados em minha lembrança,
e manifestar a doce emoção que o emissor da linda imagem,
proporcionou ao meu íntimo!


Mote


SE HÁ OUTRA, EU NÃO CONHEÇO,
BONITA, COMO ESSA ROSA!


Glosa


Essa rosa em sua mão,
contemplo maravilhada!
Sinto a alma, extasiada!...
Em êxtase, o coração!
Sem conter a emoção,
declaro em verso e em prosa:
Relíquia tão preciosa,
só Deus sabe, se mereço!...
SE HÁ OUTRA, EU NÃO CONHEÇO,
BONITA, COMO ESSA ROSA!


E não consigo deter a evocação de outras emocionantes lembranças!...

Então relembro, que no site
http://dd-vivendo-e-aprendendo.spaces.live.com/
em junho/07, consta matéria denominada: EM NOME DA AMIZADE,
onde narro episódios ocorridos no ano 2000.
A seguir, a transcrição de importante parte da narrativa:

... Um dia, distraidamente, deparei-me com o site COMOVAI.
Olhei alguns perfis, e embora continuasse distraída, entre inúmeros perfis,
escolhi um, e enviei uma mensagem, objetivando iniciar uma amizade!
Momentos depois, chegou uma resposta.
Era alguém que, em companhia de amigos, havia saído de barco, do Rio de Janeiro,
e se encontrava no meio do oceano, em direção às Olimpíadas de Atlântida.
6 (seis) amigos, vivendo uma verdadeira aventura!
No dia seguinte, recebi outra mensagem,
informando que uma tempestade se aproximava e poderia atingi-los!
Logo depois, outra mensagem, informando que o mastro
havia quebrado, e enfrentavam sérias dificuldades,
mas tinham a esperança de receber socorro!
Eu rezava por Eles e mandava mensagens de esperança!
Em seguida, 3 (três) dias de silêncio.
Foi então que recebi uma mensagem
de um médico de uma Clínica da Inglaterra.
O socorro havia chegado
com bastante atraso e não houve como evitar o naufrágio;
um dos tripulantes morreu logo após o resgate;
e o Cidadão que estivera me escrevendo
se encontrava internado e em estado grave!
Continuei rezando por Ele.
Alguns dias depois, ele retornou ao Brasil
e passou por duras provações!
Até hoje, me envia mensagens.
Nunca nos vimos pessoalmente, e acho que jamais nos veremos.
Mas, existe entre nós uma ligação espiritual muito forte!...
Nossas almas foram conectadas pela força de uma energia metafísica!
O sentimento que nos liga é superior aos desejos da matéria.
Estou falando de um ser humano maravilhoso,
que me ofereceu uma rosa na palma da mão, e disse:

"Você mulher... merece muito mais por sua doce ternura...
Porém, esta simples rosa na palma de minha mão,
diz muitas coisas pela voz dos poetas"
(GILBERTO ARAÚJO - Advogado, Jornalista, Escritor, e Poeta)

Cumpre-me declarar:

Eu e Gilberto, sempre fomos apenas, amigos!
Desde Setembro/2000,
que entre nós existe uma sincera e maravilhosa amizade...
impregnada de solidariedade, respeito, e carinho!...
Sentimentos que representam referências constantes
em nossa interação virtual!
Desejo muito que Ele seja feliz...
e sei que Ele também deseja a minha felicidade!

Muito obrigada, "Gil",
pela dádiva da sua amizade verdadeira e generosa!


(Dilma Damasceno)

quarta-feira, 23 de maio de 2007

"A AMARGURA"



Sentimento cruel que suplicia
esta alma cansada de chorar!...
Que espezinha, e me faz delirar,
aumentando no peito, a agonia!


Muito eu sonhei, mas tive o desamor!
E me sinto sem forças, e sem norte...
um exemplar de merencória sorte,
a penar nos grilhões do dissabor!


E brota o fruto da insegurança,
neste ser que padece, e triste, vaga,
por já não ter alento ou esperança!


... Assim, eu sigo pela vida afora,
qual chama frágil, que o vento apaga...
entregue ao amargor que me devora!


(Dilma Damasceno)
Natal/RN, 23/05/2007

DORIDO AMOR



Há algum tempo, escrevi uma matéria no Site
http://dd-vivendo-e-aprendendo.spaces.live.com/,
quando, falando aos Amigos e Visitantes daquele Espaço,
externei informações que incluem o seguinte desabafo:

“... Sobre minha forma de ser e de agir, tenho a registrar:
Jamais me senti verdadeiramente amada!
Mesmo assim, alguns anos atrás, logo que fiquei sozinha, sofri muito!
Para superar a tristeza, vez por outra, acessava a internet!...”

Hoje, depois de repensar sonhos e sentimentos,
algumas reflexões me induzem a pensar que me enganei...
pois, sonhando...
eu posso sintonizar o amor, em ondas fundas e delirantes!...
A prova disso, está na manifestação que passo a registrar:

Mote

“Eu evito te ver, porque te vendo,
sei que morro de amor por teu amor
”!

Glosa

Nós nos amamos, porém o destino,
nos separou, impiedosamente!...
E na saudade, a alma aflita, sente
o eco triste de um pungente sino,
cujo som, melancólico e cristalino,
faz brotar sentimentos de amargor!
O meu céu perdeu todo o esplendor!...
E na dor eu me vejo assim, dizendo:
“Eu evito te ver, porque te vendo,
sei que morro de amor por teu amor
”!


(Dilma Damasceno)

terça-feira, 15 de maio de 2007

ATRAÇÃO VERSUS REJEIÇÃO



Por mais que o sentimento enganador
maltrate a quem suspira por carinho,
quando o amor é puro, a atração
envolve a alma... invade o coração...
e no peito, constrói um doce ninho!


Quando alguém nos acena com ardor,
acendendo em nosso olhar, a esperança...
a vida se transforma em "mar de rosas"!...
E no céu, as estrelas luminosas,
são figuras doiradas de bonança!


Mas, quando o verdadeiro e puro amor,
é rejeitado, e o sonho é destruído...
o ser amante, chora de amargura!
A dor da rejeição, é dor sem cura!...
Nada consola o coração ferido!


(Dilma Damasceno)

A DOR DA TRAIÇÃO




A dor da traição, é voraz e desumana!...
Agita a carne... invade o sangue... e dói na alma...
O "ser" traído, nem se anima... nem se acalma...
pois, sorve o fel da rejeição insana!


E nem a carne, nem a alma, nem o sangue,
podem conter os impulsos amorosos!...
O coração que ama... mesmo, exangue...
anseia por momentos venturosos!


... Infelizmente, a dor da traição,
fez holocausto do meu coração!


(Dilma Damasceno)