terça-feira, 26 de junho de 2007

"LAÇOS DE FAMÍLIA"...

Eu, no centro, com Estélio e Efigênia

Nós três nos conhecemos em momento difícil!...
Mas, como foi fácil, estreitarmos os laços afetivos!
Uma prima muito querida, Terezinha Linhares Faustino,
sempre me falava do irmão, Estélio
(o primo que eu sempre desejei conhecer),
e que há muitos anos, reside em Brasília.

E quis o destino,
que eu somente conhecesse pessoalmente, o primo Estélio,
por ocasião da partida de Terezinha, para o plano espiritual.

Foi simpatia à primeira vista!
Em pouquíssimo tempo,
Estélio já não era somente um primo querido,
mas também, um irmão de coração...
e portanto, Efigênia,
que comecei considerando “prima” e amiga,
passou a ser também, uma querida “cunhada”!

Tocada por lembranças emocionantes,
cumpre-me intercalar um sentimento que não consigo calar:

(Pois, então, inesquecível prima Terezinha!...
Onde quer que estejas, - e como és uma alma linda,
estás em lugar iluminado por Deus -,
sei que sabes,
que sempre fostes para mim, uma prima muito irmã!

É gratificante recordar as tuas habilidades,
o teu ar festivo,
a tua simplicidade!...
Cumpristes as missões terrenas,
sempre com integridade, determinação, e generosidade.

Eu faço parte do time que acredita:
“colhemos o que plantamos”!
Fostes um grande exemplo de filha, mãe, irmã, mulher, e amiga.
Plantastes o bem!... Colhes o bem!
Portanto, por tudo de bom que sempre fizestes,
só me resta, dizer-te:
Que Deus te ilumine mais e mais, Prima-Irmã Terezinha!)

Voltando ao relacionamento com Estélio e Efigênia,
cumpre-me declarar: melhor, não poderia ser!...
Compreensivos e amáveis... (os filhos, seguem o mesmo exemplo),
estão sempre cercados de familiares e de amigos.

E aqui,
simbolicamente eu tiro o chapéu para os parentes de Efigênia,
pessoas receptivas, acolhedoras, e fraternas.

E sabem o que mais?!...
- Estélio adora uma Schincariol...
é um curtidor...
gosta de dançar... de brincar...
em suma:
gosta de aproveitar a vida!
Efigênia, - sua cara metade -, está sempre do seu lado,
manifestando compreensão e cordialidade.

O que mais me encanta em Estélio,
é a consideração que Ele tem pela família e pelos amigos.
E somente isso (como se fosse pouco!),
justifica porque o primo Estélio, perdeu uma irmã,
e logo, ganhou outra: Eu!
Cumpre-me confessar que me senti muito emocionada e satisfeita
com a ampliação do nosso parentesco!

É sempre no mês de Janeiro que nos encontramos.
Todavia, nos últimos “janeiros”,
não pude estar com Estélio e Efigênia!
“Coisas da vida”, como diria a Prima Terezinha,
se ainda estivesse entre nós, fisicamente!

Estélio, Efigênia, e familiares!
Espero que leiam o que andei escrevendo aqui...
e que sintam na escrita,
a minha admiração pela forma como Vocês encaram a Vida!

E, “cá entre nós”, Primo-Irmão Estélio...
eu sinto que abrigas no peito, o coração generoso dos “Linhares”...
porém a essência de tua alma, espelha autenticamente,
a energia calorosa dos “Faustino”!

E que assim seja, sempre!...
Amém!


“LAÇOS DE FAMÍLIA”

No lar, a melhor mobília,
não é de móveis, nem panos,
mas, de valores humanos,
contendo a marca: “família”!...

A “família”, é ouro puro
da mina do coração!...
Primeira Instituição;
primeiro porto seguro!

Assim quis, o Pai Divino:
que eu vivesse em aldeias!...
E que tivesse nas veias,
o sangue bom dos “Faustino”!

O meu saber é pequeno!...
Mas, tenho o prazer de ter,
pulsando forte em meu ser,
a alma dos “Damasceno”!

Dos meus clãs, eu sempre quis
conhecer todo o passado!...
Seja qual for, meu legado,
quero encontrar, - a raiz!

E enquanto eu tiver tino,
e o meu dinheiro, der...
farei tudo que puder,
p’ra desvendar meu destino!

Aos Leitores, uma vênia
eu externo!... E com apreço,
estes versos, ofereço
a Estélio e Efigênia!

(Dilma Damasceno)
Brasil/Nordeste/Natal, 26 de Junho de 2007

sexta-feira, 22 de junho de 2007

O QUE MAIS DÓI...


Sempre fui corajosa, determinada, aguerrida!...
Por que, então, no campo afetivo, não contenho os impulsos...
não sufoco os desejos... e não esqueço os desencantos?!...

Sonhando, sofrendo, sentindo, e penando...
eu me convenço:
O amor nasce, cresce, vive, e morre, independente de nossa vontade.
Às vezes, dura uma vida toda... outras vezes, dura apenas um dia.
Muitas vezes, porém, um só dia, pode conter toda uma vida!
Impulsionada pela nostalgia dominante,
não posso evitar um amargo e sentido desabafo:



O que mais dói, além da dor atroz
que me atordoa, intensa e crucial...
mais entristece a minha alma triste:
- "Eu" e "Você", jamais seremos "Nós"!
- O nosso amor, nunca será “real”!...
- Só a distância entre "nós dois", existe!


(Dilma Damasceno)

DIVAGANDO...


“Quis saber o que era o amor, por experiência,
e hoje que, enfim, conheço o seu conteúdo,
pudera eu ter, eu que idolatro o estudo,
todas as ciências, menos esta ciência!”

(AUGUSTO DOS ANJOS)



Penso em "Ti"... e surpreendo
em meu sentir, pensamentos
que reacendem esperanças!...
Ao teu fascínio, me rendo!...
E me perco em sentimentos
de indeléveis lembranças!


No resvalar das surpresas,
as esperanças, acesas,
suavizam mágoa e dor!
A minha alma, delira!...
O meu coração, suspira!
... "Era uma vez... o amor"!


(Dilma Damasceno)

sábado, 16 de junho de 2007

POR TI...




Enfrentaria o deserto abrasador...
os temporais... a fúria das enchentes...
andaria sobre espinhos e dormentes,
por um momento só, do teu amor!


(Dilma Damasceno)

DELÍRIO




... O sonho invade a alma taciturna,
revolvendo secretos pensamentos!...
E os mais delirantes sentimentos
são evocados, sob a luz noturna!


(Dilma Damasceno)

terça-feira, 12 de junho de 2007

LÁGRIMA DOCE




Receba uma lágrima doce,
de delirante sabor!...
Suave, como se fosse,
um beijo de beija-flor!


Esta lágrima, a brilhar,
fremente de emoção,
é transbordante do olhar...
mas, nasceu do coração!


Sinta o aroma saudoso
que esta lágrima, oferece...
e o sentimento ardoroso,
fluindo em forma de prece!...


Nesta lágrima, está presente
o som de "esbatidos" passos,
seguindo, amorosamente,
em direção aos seus braços!


Presentes, também estão,
o carinho e a ternura...
carícias do coração,
e da essência mais pura!


Peço a Deus, que a nostalgia
não transforme amor, em dor!...
E ao sabor da "estesia",
declaro aqui, com fervor:


Neste ensaio de poesia,
a "lágrima doce",- incolor,
com ar de melancolia -,
encarna o mais puro amor!


(Dilma Damasceno)
Natal/RN, 12 de Junho de 2007

AMOR DISTANTE




Na solidão da madrugada, o ar soluça!
E como dói, o “coração alado”...
que num voejo ousado e delirante,
foi detido!... E agora, se debruça
na janela do sonho encarcerado!
- Onde estás? Onde estás, “amor distante”?!...


(Dilma Damasceno)
12 de Junho de 2007

domingo, 10 de junho de 2007

OUTONO




Vai ficando mais distante,
a primavera sonhada!...
Em minha íngreme estrada,
o desalento, é constante!


Pertinaz, sopra o outono,
que parece não ter fim...
E grava as marcas em mim,
da mágoa, e do abandono!


E assim, vou caminhando,
imersa no desconforto,
por ter no peito, chorando,
um coração quase morto!


(Dilma Damasceno)

UM LOUCO IMPROVISO



Por ser literalmente apaixonada pela poesia,
estou sempre pesquisando, em busca de criações poéticas...
E assim, tenho encontrado “grandes poetas” e “mestres”!
... Na Internet, visitando o Site : POEMAS de JOAQUIM MARQUES,
eu, que sempre me encanto com a força das palavras,
encantei-me com um poema, contendo em todas as estrofes,
a manifestação inicial: “Ama-me só por amar”...

E confesso:
Ousei apropriar-me da forte manifestação!
Atitude insana (?),
que resultou na inspiração de “um louco improviso”!...
Mas, pode apresentar a conta dos direitos autorais, caro Poeta!...
Pagarei com prazer!



"Ama-me só por amar"
... E quem me dera que fosse
tão simples, exercitar
o sentimento agridoce!...


Seguindo essa intuição,
eu me atrevo a pedir:
Sinta-me só por sentir...
sem pensar na emoção!


... Calidamente, o lirismo
invade o meu versejar!...
Mas, como é doce, pensar
sem amargura... e, sem dor!


E entregue ao romantismo,
meu coração sem juízo,
arrisca um louco improviso:
Ama-me só por amor!


(Dilma Damasceno)

sexta-feira, 8 de junho de 2007

MUDANÇA DE ESTAÇÃO



Em consonância com a minha forma de ser,
atrevo-me a rasgar o coração,
despir a alma,
e desabafar livremente!...




São surpresas da vida, - As mudanças!
E de estação em estação, os pensamentos
vão fluindo ao sabor dos sentimentos,
como se fossem sementes de esperanças!


Muitas vezes, porém, o coração
frente ao glamour, esquece a singeleza!...
Indiferente à mágoa, e à tristeza,
suspende o sonho... e, muda de estação!...


Foi assim que o ”amor” agiu comigo:
Carinho... sedução... depois, castigo...
desilusão... adeus... e, sofrimento!...


O “rio doce”... o sonhado “rio doce”,
passou, e me esqueceu, como se eu fosse
a estação do próprio esquecimento!


(Dilma Damasceno)

ESTÍMULO



Um Poeta que muito admiro, depois de ler a minha poesia:
O FIM DO SONHO”, comentou:

“Há mar e mar...
Há ir e voltar!”

Li, emocionada e sensibilizada... mas, optei por ficar silente.
Coisas do coração!

Decorridos 13 (treze) dias, o admirável Poeta, retorna e diz:

“Dilma,
Tenho uma reclamação a apresentar:
Desde o dia 25 de Maio que não publica nada...
Vá lá... um poema!”

Reclamação recebida, e considerada procedente!
Sinto-me lisonjeada!
Pena que a minha inspiração ainda esteja sob os efeitos
da ressaca da amargura!...

Mas, como não atender pedido tão cativante?!...
Portanto, caro menestrel Joaquim Marques,
eu te ofereço o poema “
Estímulo”,
como símbolo de prazerosa gratidão:



Sim, eu sei... “Há mar e mar...”
Que o diga, meu coração!
Também, “... há ir e voltar!”...
Como há pecado... e, perdão!


Mas, foi no “mar de sargaços”,
que tive a sorte mudada!...
Que me detive, enredada...
sem amarrações ou laços!


Com a mudança da sorte,
eu me senti desarmada!...
Sem esperança e sem norte:
uma pobre alma penada!


Então... decidi mudar,
p’ra não sofrer mais assim!...
E agora, eu só vou amar
quem sentir amor por mim!


(Dilma Damasceno)
Natal/RN, 07 de Junho de 2007

sexta-feira, 25 de maio de 2007

O FIM DO SONHO




Sinto na alma, a dor dilacerante
de ver morrer o sonho auspicioso!...
Mareja o meu olhar triste e saudoso,
à luz do sentimento itinerante!


... A sonhar, percorri muitas estradas,
sem temer a presença dos espinhos!...
E voei, como voam os passarinhos,
em busca de felizes alvoradas!


Mas, o destino audaz e desumano,
indiferente às marcas do engano,
arrebatou o amor, dos braços meus!...


Meu coração, fremente de carinho,
sofre e soluça, em solitário ninho...
purgando a pena de um triste adeus!


(Dilma Damasceno)
Natal/RN, 25/05/2007

EM SINTONIA COM A TERNURA...



Revendo algumas anotações e imagens que guardo cuidadosamente,
parei na imagem da linda rosa vermelha,
recebida em Agosto de 2005, já contemplada neste blog...
e não resisti ao desejo de reprisá-la,
embalada pelas recordações de momentos cândidos e emocionantes.

... Gosto imensamente de presenciar apresentações de
poetas repentistas.
Com a minha particular simplicidade,
tenho participado de inúmeras Comissões Julgadoras de
"Festivais de Poesia",
a maior parte, envolvendo a participação de Poetas Violeiros.

Certa vez, eu me encontrava ouvindo um "baião de viola", no campo.
pelas "tantas", quando a cantoria se apresentava
bastante eclética e quente,
os poetas passaram a brindar os presentes, com versos de humor,
e ao mesmo tempo, com sugestões para solicitação de motes.
Em dado momento, alguém pediu um mote, que dizia:


"SE HÁ OUTRA, EU NÃO CONHEÇO,
BONITA, COMO MARIA!"


Imediatamente, o repentista que acabara de receber
o tema solicitado, improvisou a seguinte glosa:


"Meu povo, não é garapa,
minha dor não é mesquinha.
As cinco letras que eu tinha,
não tenho mais no meu mapa.
Toda vereda se tapa.
Não me aparece um guia!
Queria, meu Deus, queria,
saber do seu endereço!...
SE HÁ OUTRA, EU NÃO CONHEÇO,
BONITA, COMO MARIA!"


Como sempre tive facilidade de memorizar versos,
memorizei a estrofe,
na glosa inicial de
GERALDO AMÂNCIO PEREIRA, maravilhoso Poeta Cearense,
que naquela época, era muito jovem,
mas já deixava evidente que se transformaria
no monumento sagrado do repente, que é hoje!

Neste momento, a imagem da linda rosa na palma da mão,
me fez lembrar a declaração externada de forma tão simples e bela,
naquela agradável "cantiga de viola"!

Encantada com a carinhosa oferenda,
e em completa sintonia
com a emoção que o sentimento da poesia, desperta,
mas, principalmente, por encontrar-me desprovida de inspiração,
peço permissão aos envolvidos no tema abordado,
para plagiar o mote e a glosa gravados em minha lembrança,
e manifestar a doce emoção que o emissor da linda imagem,
proporcionou ao meu íntimo!


Mote


SE HÁ OUTRA, EU NÃO CONHEÇO,
BONITA, COMO ESSA ROSA!


Glosa


Essa rosa em sua mão,
contemplo maravilhada!
Sinto a alma, extasiada!...
Em êxtase, o coração!
Sem conter a emoção,
declaro em verso e em prosa:
Relíquia tão preciosa,
só Deus sabe, se mereço!...
SE HÁ OUTRA, EU NÃO CONHEÇO,
BONITA, COMO ESSA ROSA!


E não consigo deter a evocação de outras emocionantes lembranças!...

Então relembro, que no site
http://dd-vivendo-e-aprendendo.spaces.live.com/
em junho/07, consta matéria denominada: EM NOME DA AMIZADE,
onde narro episódios ocorridos no ano 2000.
A seguir, a transcrição de importante parte da narrativa:

... Um dia, distraidamente, deparei-me com o site COMOVAI.
Olhei alguns perfis, e embora continuasse distraída, entre inúmeros perfis,
escolhi um, e enviei uma mensagem, objetivando iniciar uma amizade!
Momentos depois, chegou uma resposta.
Era alguém que, em companhia de amigos, havia saído de barco, do Rio de Janeiro,
e se encontrava no meio do oceano, em direção às Olimpíadas de Atlântida.
6 (seis) amigos, vivendo uma verdadeira aventura!
No dia seguinte, recebi outra mensagem,
informando que uma tempestade se aproximava e poderia atingi-los!
Logo depois, outra mensagem, informando que o mastro
havia quebrado, e enfrentavam sérias dificuldades,
mas tinham a esperança de receber socorro!
Eu rezava por Eles e mandava mensagens de esperança!
Em seguida, 3 (três) dias de silêncio.
Foi então que recebi uma mensagem
de um médico de uma Clínica da Inglaterra.
O socorro havia chegado
com bastante atraso e não houve como evitar o naufrágio;
um dos tripulantes morreu logo após o resgate;
e o Cidadão que estivera me escrevendo
se encontrava internado e em estado grave!
Continuei rezando por Ele.
Alguns dias depois, ele retornou ao Brasil
e passou por duras provações!
Até hoje, me envia mensagens.
Nunca nos vimos pessoalmente, e acho que jamais nos veremos.
Mas, existe entre nós uma ligação espiritual muito forte!...
Nossas almas foram conectadas pela força de uma energia metafísica!
O sentimento que nos liga é superior aos desejos da matéria.
Estou falando de um ser humano maravilhoso,
que me ofereceu uma rosa na palma da mão, e disse:

"Você mulher... merece muito mais por sua doce ternura...
Porém, esta simples rosa na palma de minha mão,
diz muitas coisas pela voz dos poetas"
(GILBERTO ARAÚJO - Advogado, Jornalista, Escritor, e Poeta)

Cumpre-me declarar:

Eu e Gilberto, sempre fomos apenas, amigos!
Desde Setembro/2000,
que entre nós existe uma sincera e maravilhosa amizade...
impregnada de solidariedade, respeito, e carinho!...
Sentimentos que representam referências constantes
em nossa interação virtual!
Desejo muito que Ele seja feliz...
e sei que Ele também deseja a minha felicidade!

Muito obrigada, "Gil",
pela dádiva da sua amizade verdadeira e generosa!


(Dilma Damasceno)

quarta-feira, 23 de maio de 2007

"A AMARGURA"



Sentimento cruel que suplicia
esta alma cansada de chorar!...
Que espezinha, e me faz delirar,
aumentando no peito, a agonia!


Muito eu sonhei, mas tive o desamor!
E me sinto sem forças, e sem norte...
um exemplar de merencória sorte,
a penar nos grilhões do dissabor!


E brota o fruto da insegurança,
neste ser que padece, e triste, vaga,
por já não ter alento ou esperança!


... Assim, eu sigo pela vida afora,
qual chama frágil, que o vento apaga...
entregue ao amargor que me devora!


(Dilma Damasceno)
Natal/RN, 23/05/2007

DORIDO AMOR



Há algum tempo, escrevi uma matéria no Site
http://dd-vivendo-e-aprendendo.spaces.live.com/,
quando, falando aos Amigos e Visitantes daquele Espaço,
externei informações que incluem o seguinte desabafo:

“... Sobre minha forma de ser e de agir, tenho a registrar:
Jamais me senti verdadeiramente amada!
Mesmo assim, alguns anos atrás, logo que fiquei sozinha, sofri muito!
Para superar a tristeza, vez por outra, acessava a internet!...”

Hoje, depois de repensar sonhos e sentimentos,
algumas reflexões me induzem a pensar que me enganei...
pois, sonhando...
eu posso sintonizar o amor, em ondas fundas e delirantes!...
A prova disso, está na manifestação que passo a registrar:

Mote

Eu evito te ver, porque te vendo,
sei que morro de amor por teu amor
”!

Glosa

Nós nos amamos, porém o destino,
nos separou, impiedosamente!...
E na saudade, a alma aflita, sente
o eco triste de um pungente sino,
cujo som, melancólico e cristalino,
faz brotar sentimentos de amargor!
O meu céu perdeu todo o esplendor!...
E na dor eu me vejo assim, dizendo:
Eu evito te ver, porque te vendo,
sei que morro de amor por teu amor
”!


(Dilma Damasceno)

terça-feira, 15 de maio de 2007

ATRAÇÃO VERSUS REJEIÇÃO



Por mais que o sentimento enganador
maltrate a quem suspira por carinho,
quando o amor é puro, a atração
envolve a alma... invade o coração...
e no peito, constrói um doce ninho!


Quando alguém nos acena com ardor,
acendendo em nosso olhar, a esperança...
a vida se transforma em "mar de rosas"!...
E no céu, as estrelas luminosas,
são figuras doiradas de bonança!


Mas, quando o verdadeiro e puro amor,
é rejeitado, e o sonho é destruído...
o ser amante, chora de amargura!
A dor da rejeição, é dor sem cura!...
Nada consola o coração ferido!


(Dilma Damasceno)

A DOR DA TRAIÇÃO




A dor da traição, é voraz e desumana!...
Agita a carne... invade o sangue... e dói na alma...
O "ser" traído, nem se anima... nem se acalma...
pois, sorve o fel da rejeição insana!


E nem a carne, nem a alma, nem o sangue,
podem conter os impulsos amorosos!...
O coração que ama... mesmo, exangue...
anseia por momentos venturosos!


... Infelizmente, a dor da traição,
fez holocausto do meu coração!


(Dilma Damasceno)

quarta-feira, 9 de maio de 2007

A DOR DO ABANDONO...



Sou genuinamente, “rural”...
E embora não goste de falar sobre meu histórico,
envolvendo grau de instrução e formação profissional,
sou Escrivã e Tabeliã Pública Concursada (primeiro ofício que exerci);
Contadora, especializada na área pública
(profissão que exerci por muitos anos);
Assistente Social (formação que exerço no cotidiano);
e Advogada, profissão que exerço há mais de 20 (vinte) anos!...
Mas, confesso:
gosto mesmo é de escrever cordel...
estilo da literatura, que defendo e aplaudo, com fidelidade e ardor!
Sempre vivi singelamente!...
Sempre convivi com a rusticidade!...
Em síntese:
Sou completamente desprovida de charme.
Mas, penso, que para compensar a minha falta de glamour
(o que, em verdade, não me faz falta!),
Deus me deu intuição e sensibilidade, de sobra!...
Sentimentos que me fazem enxergar, na essência,
a nobreza dos valores internos!...
E que me induzem a falar contra o establishment, sem tabus!
E aqui, tiro o chapéu para a admirável pintora e poeta Luiza Caetano,
que, com perfeita maestria,
soube interpretar fielmente, a minha natural forma de ser!...




No meu peito, qual pássaro ferido,
adeja triste, um coração insone...
O meu olhar vagueia, entontecido!...
Do desalento, eu sou o próprio clone!


Só o outono, me acena... e há pouco, ouvi
um canto triste, despertando a mata...
ouvi também, a voz do bem-te-vi...
e o cantar dolente da cascata!...


Quem sabe, é “neura” do meu coração,
que julga ouvir o som de tristes cantos...
Ou, quem sabe, é a voz da ilusão,
a embalar os meus doridos prantos?!...


Pois, quanto mais procuro explicação
para o delírio que me rouba o sono,
mais me sinto a mercê da solidão...
Mais dói em mim, a dor do abandono!


(Dilma Damasceno)

TRISTE CORAÇÃO!...



Um poeta admirável,
considerado "Grande Poeta" e "Mestre",
escreveu um tocante poema, que, inicialmente,
intitulou de “Tristes mãos”!...
E que me inspirou a revelar um simbólico quadro,
em completa sintonia com o meu estado de espírito:




Pintas um quadro sombrio,
falando de "tristes mãos"...
mesmo assim, pintas com brio
e com sentimentos sãos!


Com os dons que Deus te deu,
pintas à luz da emoção,
"Tristes mãos"!... Enquanto eu,
pinto, triste... o coração!


(Dilma Damasceno)
Natal/RN - 01/05/2007

quinta-feira, 26 de abril de 2007

UMA LINDA BORBOLETA...



No céu azul luminoso,
- travestida de "ninfeta" - ,
uma linda borboleta
pintava voltas no ar!...
Um quadro breve e formoso,
de feição auspiciosa!
... E na “nuvem cor de rosa”,
eu vi "o amor" passar!


(Dilma Damasceno)

COMO É BOM AMAR!




... E recordo a emoção
de um quadro encantador:
- O bafejo da ilusão,
a enlouquecer de ternura
a alma fraterna e pura,
e o coração sonhador!


O amor, brilha no ar!
... E a “flor lilás” , se balança
no colo da esperança.
Meu Deus!... Como é bom amar!


(Dilma Damasceno)

sexta-feira, 20 de abril de 2007

DULCÍSSIMO AFAGO...


"Não podemos determinar o momento exato
em que se forma uma amizade.
Quando enchemos um recipiente gota a gota,
chega um instante em que mais uma gota, fá-lo transbordar.
Assim é também nas relações humanas:
as gentilezas se sucedem até que mais uma gentileza
faz o coração transbordar de ternura."
(JAMES BOSWELL)





... E sem reservas, divago,
entregue à recordação
de um "dulcíssimo afago"!...
- Que momento encantador!
Foi como se um beija-flor,
tocasse o meu coração!


Carícia doce!... Tão doce,
que jamais pude esquecê-la!...
Suave, como se fosse
a carícia de uma estrela!


(Dilma Damasceno)

A MENSAGEIRA DOS SONHOS!...


Na minha concepção, a vida é feita de ciclos:
uns, positivos e alegres. Outros, negativos e tristes!

Tenho tentado mostrar em meus relatos, os ciclos que me correspondem,
destacando neles, os fatos que fizeram de mim, a mulher que hoje, sou!
E porque preservo cuidadosamente, as imagens da infância, muitas vezes,
sinto-me induzida a seguir uma linha de escrita, em consonância
com os sentimentos daquela época.

Se evoco os meus “SONHOS COR DE ROSA”, tenho a declarar:

Em todo o meu histórico de vida,
nos momentos em que me senti muito triste ou solitária,
procurei driblar a tristeza ou a solidão,
preferencialmente, assim:
estudando, trabalhando, lendo e escrevendo!

Eu sempre gostei de ler os romances de A. J. Cronin!
"Pelos Caminhos da Minha Vida", "Sob a Luz das Estrelas",
"A Cidadela", "Noites de Vigília", "Anos de Ternura", etc.,
despertaram minhas emoções de forma intensa e apaixonante!
Se eu tivesse que eleger os melhores escritores do universo,
no estilo "prosa"...
sem dúvida, dentre Eles, estariam: A. J. Cronin;
Leon Tolstói; Érico Veríssimo; e, Monteiro Lobato.

Sempre exercitei a leitura, de forma ampla!
Já em se tratando de “escrever”, dediquei-me mais aos versos,
em particular, à literatura de cordel.
Mas, posso reafirmar que, seja em prosa... seja em poesia...
ler e escrever, são hábitos antigos que tenho... e que podem ser
considerados em meu viver emergente, como vícios irreversíveis!

Quanto mais penso, mais acho que deveríamos fazer da vida,
um misto de ciência e de poesia!...
Assim, poderíamos dormir,
como dormem os cientistas... e, sonhar, como sonham os poetas!
Tento conciliar essa mistura,
da forma que tenho mencionado em diversos escritos:
"Vivo com os pés no chão... e com a mente nas estrelas"!...

Admiro as pessoas sábias, experientes, qualificadas,
mas acho que a VIDA é a principal ESCOLA do ser humano,
pois, em verdade, nunca terminamos de aprender,
por mais que estudemos!
Pensando assim, trago à colação, um pensamento que aplaudo
e que gostaria de exercitar plenamente
(infelizmente, não sei quem é o autor...se alguém souber,
e fizer a gentileza de informar-me, ficarei grata!):

Sábio é o homem que sabe tudo de alguma coisa...
e alguma coisa de tudo;
estuda, como se fosse viver eternamente...
e vive, como se fosse morrer amanhã


Portanto, enquanto eu puder, enquanto minha mente permitir,
enquanto meus sentidos responderem, procurarei ler
"alguma coisa, de tudo"!...
E, sempre escreverei as coisas que sinto, sem reservas...
Impulsionada por sentimentos
impregnados de emoção, franqueza, e, simplicidade!...
Manifestações, como estas:


A "Mensageira dos Sonhos",
tinha alma de criança.
Era feita de Esperança,
e de Arroubos Risonhos!

No País das Ilusões,
onde, tudo, era Pureza,
praticava as Orações,
no Altar da Natureza!

Em Poesia, e em Prosa,
conjugava o verbo Amar!...
Seu Sonho, era Cor de Rosa!...
Seu Ofício, era "Sonhar"!

Sonhou com um Grande Amor,
cheio de Encanto e Paixão!...
E ao Coração Sonhador...
o Destino... disse: "Não"!

(Dilma Damasceno)

segunda-feira, 16 de abril de 2007

OUVINDO A VOZ DA TERNURA...


O primeiro tópico da manifestação que segue,
está bem ao ladoda minha foto, no perfil.
Mesmo assim, peço vênia para repeti-lo:

'Essa "coisa" de divisa entre a realidade e a fantasia,
deve ter um papel relevante no comportamento das pessoas!...
Fico imaginando, se não existisse a fantasia, como,
pessoas com a minha natureza, conseguiriam sobreviver!'

É exatamente como penso, sinto, e sonho!...
E porque sonhei “ouvindo a voz da ternura”,
eis-me a pensar:

O mais gostoso do sonho, é que, nele, tudo podemos!
Anestesiamos os sentidos, e... a dor funda e forte, desaparece!
Com um simples "estalar de dedos", tudo se transforma!...
O sol brilha na chuva!... A primavera floresce no outono!

Esse significativo diferencial entre a ciência e a poesia,
tem um reflexo decisivo no comportamento das pessoas!...
Os cientistas, falam com a voz do cérebro...
os poetas, com a voz do coração!...
Seria essa, a explicação, de ser possível,
"viver com os pés no chão... e com a mente nas estrelas"?!...

E por falar em estrelas, nos últimos dias,
tenho sentido freqüentes desejos de reler
"OLHAI OS LÍRIOS DO CAMPO"!
Nunca me identifiquei tanto com um personagem,
como com a "Olívia", da história!...
Foi lendo esse belo romance de "Érico Veríssimo",
que muito cedo, descobri a importância das estrelas!...
E desde então, quando tudo fica difícil...
quando a tristeza, a solidão e a saudade,
invadem minha alma...
penso nas palavras de Olívia:

"Olha as estrelas.
Enquanto elas brilharem,
haverá esperança na vida"!

Tenho olhado as estrelas!...
Mas, só consigo "intuir" coisas assim:



No amor, não há pecado;
tudo, tudo, é permitido!
Não existe "o proibido"...
e nem "o despudorado"!


Na comunhão do amor,
nada, nada, é censurado!
No “amar” e “ser amado”,
sentir”, tem doce sabor!


... E como é bom despertar,
ouvindo a voz da ternura!...
E no mel da essência pura,
o coração, lambusar!


(Dilma Damasceno)

APESAR DO DESGOSTO...


O ser humano é uma fonte inesgotável de sentimentos!...
Essa coisa de "falar pelos cotovelos", que tenho...
faz parte da minha natureza! Eu sempre me senti um pouco,
a "Maria" do filme "A NOVIÇA REBELDE", pois,
como ela, não consigo resistir aos apelos do coração!

Essa coisa de "sentimentalismo", que tenho...
também faz parte da minha natureza...
e mesmo que pareça incompreensível,
pode proporcionar maravilhas...
como por exemplo, encontrar um "oásis de calor humano,
num deserto de cálculos e alíquotas
"!

Essa coisa de "fantasia", que tenho...
alimenta e fortalece a minha natureza!...
Não me exorta a disputar coisa alguma...
nem me estimula a ser "mais" ou "menos" do que sou!...
Porém me faz entender que,
vale a pena sonhar e acreditar no amor verdadeiro...
E, que embora o sonho não se realize, o amor verdadeiro, existe!...
Pois se não fosse assim...
não existiria desencanto, esperança, alegria, tristeza,
paixão, ternura, desejo, saudade!

Pensando dessa forma,
é que transcrevo uma sábia citação do extraordinário
GIBRAN KHALIL GIBRAN:

"A neve e as tempestades matam as flores,
mas nada podem contra as sementes
."

Sempre me alimentei de sonho...
com tamanha intensidade, que,
muitas vezes, o sonho se traveste de realidade!...
Mas...
por que não confirmar tudo isso, em versos?



Foi tanto que em “Ti”, acreditei...
e que, “sonhando” e “crendo”, me enganei...
que de “desgosto”, quase enlouqueci!
- Tentei não desejar-te, e desejei!...
- Proibi-me de amar-te, e te amei!...
- Lutei p’ra não perder-te, e te perdi!


Compulsando emoções e sentimentos,
vou extraindo os loucos pensamentos,
e somando aos desejos que senti!...
De tudo que “sonhei” e “acreditei”,
apesar do “desgosto”... agora, eu sei,
que já não sei, como viver sem “Ti”!


(Dilma Damasceno)

quarta-feira, 11 de abril de 2007

DESENHO...




A saudade embaralha os meus sentidos,
e me enlouquece a alma e o coração!...
No espaço livre da imaginação,
vou desenhando os sonhos proibidos!


(Dilma Damasceno)

MUTAÇÕES




O coração que chorava de tristeza,
de repente, se viu vivendo o sonho...
e olhando a vida, com olhar risonho,
admirou, feliz, a natureza!


A alma, enamorada e amorosa,
levitou na ciranda da poesia!...
Mas, bruscamente, a paixão e a fantasia,
disseram adeus ao sonho cor de rosa!


E o coração que amava com doçura,
viu-se outra vez, refém da amargura!


(Dilma Damasceno)

sexta-feira, 6 de abril de 2007

DESABAFO (I)




Andei pensando em “nossa” relação!...
E me dei conta que o seu coração,
não sentiu a dimensão do meu amor!...
Mas... foi tocada pelo seu lirismo,
que me envolvi com ardor e romantismo...
e me entreguei ao “sonho encantador”!...



(Dilma Damasceno)

DESABAFO (II)




Acreditei em "Você", com toda a crença!...
E hoje sinto uma tristeza imensa,
por não ter mais, razões de "ainda" crer!
Dos tempos bons, eu guardo com carinho,
a lembrança gentil do “passarinho”
que fez um ninho em “nosso” alvorecer!...



(Dilma Damasceno)

DESABAFO (III)




No peito em chamas, trépido, a sofrer,
meu coração não pode compreender
porque sua boca, a “outra”, disse “SIM”!
O destino, é credor e desigual!...
A uns, faz bem... A outros, só faz mal!...
Por que “Você” não decidiu, por mim?


(Dilma Damasceno)