quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

ENTRE O MAR E O SERTÃO...





Meu Nordeste, me fascina!...
O sol quente, e o céu claro,
são imagens da “peleja”
entre o Mar e o Sertão!...
E com ardor, eu declaro:
a “Natureza”, me acalma.
Sou “Sertaneja”, de alma!...
“Praieira”, de coração!


(Dilma Damasceno)
Natal/RN-Nordeste-Brasil, em 23 de Dezembro de 2009

"ONDE O MUNDO COMEÇOU"...




Dizem alguns estudiosos
da linha: “espirituosos”,
ser Caicó, - o ponto exato -,
onde o mundo começou!...
Dessa linha, eu também sou.
Por isso mesmo, risonha,
minh’alma adormece e sonha
com a origem do mato!…
E nos meus sonhos, eu vejo
habitantes primitivos:
os índios "caicós", - nativos -,
junto ao Poço de Sant’Ana!...
No pensamento, voejo,
sentindo pulsar ligeiro,
meu coração brasileiro,
caboclo, de sangue forte,
que embala ao sabor da sorte,
minha alma lusitana!

(Dilma Damasceno)
Natal/RN-Nordeste-Brasil, em 23 de Dezembro de 2009

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

CABOCLEANDO...




O meu Sertão me extasia
quando exibe a fantasia
do sonho e da esperança
(no azul que a vista alcança,
brilha o Itans, lindamente)!
… E nas manhãs de sol quente,
tomando conta da tela
que a lembrança revela,
- com o semblante risonho -,
desfila, ao sabor do sonho,
Caicó: “caboclinha” pura!…
Ora, verde… ora, madura!


(Dilma Damasceno)
Natal/RN-Nordeste-Brasil, em 21 de Dezembro de 2009

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

DESCREVENDO O MEU SERTÃO...





Tenho sangue bem “mestiço”!…
E, se existe “feitiço”,
o Sertão me enfeitiçou!...
Mas, quando falo em Sertão,
é do Sertão que ficou
gravado em meu coração!...


Sertão de sol causticante,
mas, de cheiro perfumado!…
Sertão duro e trepidante,
porém, de céu estrelado!...


Sertão forte e corajoso,
que alberga quente verão,
sem perder a floração!…
Sertão sofrido e tinhoso,
que apesar dos embaraços,
cria, e fortalece laços!…


Sertão, romântico Sertão,
que passeia de mãos dadas
com as noites orvalhadas,
sob a luz dos pirilampos
(que para mim, são estrelas!…
E como eu gosto de vê-las),
tomando conta do chão,
aguardando a alvorada,
- que ao cantar da passarada -,
vem tomar conta dos campos!


Sertão de exóticas flores!…
Que adora vestir as cores
do jardim da natureza!…
E veste o cactus que adorna
- com original beleza -,
a paisagem clara e morna!


Conheço bem o sabor
da fruta vermelha e doce,
que o cactus nos presenteia!...
E de “Sertão Sofredor”,
entendo, como se fosse
Sertanista de mão cheia!


Do Sertão, eu sinto o viço;
por isso, sou como sou.
… E se existe “feitiço”,
o Sertão me enfeitiçou!


(Dilma Damasceno)
Natal/RN-Nordeste-Brasil, em 18 de Dezembro de 2009

domingo, 13 de dezembro de 2009

EM NOME DA AMIZADE...





“Maria”, é nome bendito:
o nome da Mãe Celeste!
O meu nome, é esquisito...
mas no Brasil, - no Nordeste -,
eu acho que “‘sabe bem”!...
Não tem popularidade,
mas contém simplicidade,
nas cinco letras que tem!


E penso: se eu tivesse
raízes n’outro lugar…
na terra lusa, - em “Bicesse”,
ou no Brasil, - em “Recife”…
entre o Sertão e o Mar,
o meu “escrito”, estaria!…
Porém, a minha crendice,
eu não sei como seria!...


Sei porém, seria honroso
e bastante prazeroso,
ser “Maria”, e receber
em meu singelo rincão,
uma representação
de “Marias” e “Josés”,
em nome da amizade…
e com genuinidade,
compartilhar o viver
sem distinção de marés!


Mas não me chamo “Maria”,
nem nasci na bela terra
do “Galo da Madrugada”!...
Nasci, foi no pé da serra!...
Sou “campesina” assumida,
e cresci, fortalecida
com doce de “mocotó”.
Por isso, eu escrevo e falo:
bem conheço a alvorada
que surge ao cantar do galo;
e muito apreciaria,
- na voz do vento -, escutar
o sonoroso cantar
do meu galo “carijó”!


(Dilma Damasceno)
Natal/RN-Nordeste-Brasil, em 13 de Dezembro de 2009

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

LINDA SERENATA


Quando a chuva rumoreja
nas telhas do coração,
extravaso a emoção
que minh’alma sertaneja
sente ao ouvir a sonata
da água doce e corrente,
- composição envolvente -,
que a natureza retrata!...

Pois, enquanto os pingos dançam
nas frestas, o encantamento
passeia ao sabor do vento...
e os meus ouvidos alcançam
a melodia distante
que envolve o seio da mata!...
O meu coração amante,
exulta maravilhado,
ouvindo o som encantado
da mais linda serenata!

(Dilma Damasceno)
Natal/RN-Nordeste-Brasil, em 01 de Dezembro de 2009

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

COISAS DO CORAÇÃO E DA ALMA...



Não sei se é dor de amor,
ou se é dor de solidão,
a dor que me rouba a calma!…
Só sei que sinto um ardor,
queimando o meu coração…
e doendo em minha alma!


Só sei que sinto saudade
“do que não fiz”, ao deixar
a terra do meu sonhar!…
E sei que a felicidade
ardentemente sonhada,
é como a rosa da vida:
precisa ser aquecida,
- e com carinho -, regada!


(Dilma Damasceno)
Natal/RN-Nordeste-Brasil, em 26 de Novembro de 2009

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

NO OLHAR IMAGINÁRIO...





É muito bom contemplar
as cores do firmamento,
absorvendo no olhar,
a luz do encantamento
que inspira o coração
e acende a esperança,
embalando a brisa mansa,
que sopra na imensidão!


Decerto, pra lá dos montes,
o “infinito turquesa”
das águas claras e quentes,
vai revelando horizontes,
ao sabor da correnteza!
As emoções calientes
rodopiam no cenário!...
No olhar imaginário,
o Menestrel pinta e borda
um sonho intenso e bonito!...
E no turquesa infinito...
o sentimento transborda!


(Dilma Damasceno)
Natal/RN-Nordeste-Brasil, em 25 de Novembro de 2009

terça-feira, 17 de novembro de 2009

UM VALIOSO PRESENTE!


A linda imagem foi fotografada por Angela Gherbovetchi,
- pessoa simpática e amiga -,
e faz parte de um lugar que muito me encanta,
e onde tenho sido imensamente feliz!

Muito obrigada, Angela,
por esta prendinha maravilhosa,
que guardarei com inestimável carinho,
pois em verdade,
são coisas assim que adoçam minha vida!...

Sensibilizada,
manifesto aqui, uma homenagem ao teu lindo gesto,
deixando falar mais alto, o meu coração,
que sempre foi e sempre será,
um amante fiel da genuína natureza!



A linda rosa amarela,
deixou-me maravilhada!
Decerto foi uma fada
que vestiu de “Cinderela”,
a roseira emurchecida,
onde esta rosa vingou,
e em pleno outono, brotou
cheia de graça, e de vida!


Rosa que vi em botão,
por ti estive à espera,
- ao sabor do improviso -,
com amor no coração!
“Carícia da Primavera”,
és do Outono, o sorriso!


(Dilma Damasceno)
Natal/RN-Nordeste-Brasil, em 17 de Novembro de 2009

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

"JANELA DO DESEJO"





Minhas imagens diletas,
tenho-as num quadro, atraídas
pelo “imã da centelha”
que une as almas poetas!
Revelam emoções sentidas
no presente, e no passado:
Um beija-flor azulado,
e uma “Rosa Vermelha”!...
A água da cor de ouro,
tingida pela alvorada;
e os pássaros, em revoada,
- um verdadeiro tesouro -,
ornamentando a campina!...
Genuinamente bela,
sobre um galho de bonina,
a “borboleta amarela,”
que sacramenta o momento,
alumiando o olhar
e uma lágrima, a molhar
em meu rosto, o sentimento!

O quadro, é lindo!... E me vejo,
olhando a vida, encantada!…
Com a alma debruçada
na “Janela do Desejo”!

Dilma Damasceno
Cascais-Portugal, em 26 de Outubro de 2009

sábado, 10 de outubro de 2009

A LUZ DA ESPERANÇA



In memoriam

Joaquim Olinto Bastos, meu Avô Materno,
que eu chamava de “Papai Quinca”.

O nome “Joaquim”, além de significar:
o que Deus elevou,
indica uma pessoa firme e segura, e que age sempre de maneira leal.
Apesar da aparente frieza, sempre se mostra atencioso,
confiável, e disposto a ajudar.

Foi com o meu avô "Joaquim", que aprendi a rezar;
que comecei a assimilar o valor da liberdade,
a importância da coragem,
o encanto da simplicidade;
que tive a felicidade de contemplar as maravilhas da natureza
e da vida vida campesina, - singelamente -,
da forma que mais gosto!

Foram tantas coisas boas
que o meu “Papai Quinca” me proporcionou!
E é com imensa ternura, que declaro:



De “Joaquim”, avô bondoso,
tenho albergada em meu ser,
uma dulcíssima lembrança:
Meu “Papai Quinca” saudoso,
alumiou meu viver,
com a luz da esperança!


Com “Joaquim”, bravo cacique,
- na placidez da campina -,
aprendi o “abecê”,
da forma mais genuína!...
Das letras, fazendo aplique
com flores de muçambê!


Foi “Joaquim” quem me ensinou,
- com carinho e paciência -,
as primeiras orações!...
E foi quem mais cultivou,
- na fase da inocência -,
meu pomar de emoções!


“Joaquim”, foi sempre um estai
no meu ser, em cada ramo.
Mais que avô, foi um Pai!...
Mais que um Pai, foi Amigo!
“Joaquim”, é nome que amo!…
E amando “Joaquim”, eu sigo!


(Dilma Damasceno)
Cascais-Portugal, em 11 de Outubro de 2009

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

SEMENTE MARAVILHOSA




A “indiazinha” querida,
- semente maravilhosa -,
germinou, mas não vingou!
No jardim da minha vida,
foi a prematura rosa!
Meu coração divagou
quando a querida “indiazinha,”
voou para o infinito!…
Porém seu olhar bonito,
eu sinto em cada rosinha!


(Dilma Damasceno)
Cascais-Portugal, em 07 de Outubro de 2009

sábado, 3 de outubro de 2009

A SEIVA DA ESPERANÇA





... E me declaro, ávida!...
Ávida de emoções...
nutrindo as paixões
que o amor germina!
Olho, embevecida,
a "rosa purpurina"
que no galho, dança,
festejando a vida!
… E me confesso, grávida!...
Grávida de esperança!


(Dilma Damasceno)
Cascais-Portugal, em 02 de Outubro de 2009

domingo, 27 de setembro de 2009

CENA VESPERTINA






Na tarde colorida, ecoava
a orquestra que rege a natureza!…
Irradiando luz e singeleza,
uma linda borboleta, revoava!


O pôr-do-sol, beijava o infinito!…
Sobre as flores, soprava a brisa mansa!...
Eu olhava com olhar de esperança,
a borboleta… e o seu voar bonito!


Tonalidades, rosa e violeta,
adornavam a paisagem campesina!
E foi assim, que a linda borboleta


Numa explosão de cores e perfumes,
despediu-se da cena vespertina,
abrindo espaço para os vagalumes!


(Dilma Damasceno)
Cascais-Portugal, em 27 de Setembro de 2009

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

REFLEXOS DE CRISTAL



Para Ti, querida "Lua-Bianca",
sem esquecer a maravilhosa Luíza Caetano,
que já não sei se pinta melhor, "telas" ou "poemas"…
e que tão bem, escreveu: “Metades da Lua”!



Oh! Encanto dos Encantos!
Quisera eu, ter um lago
cheinho de acalantos,
para fazer-te um afago,
e render-te uma homenagem
de forma bem natural,
revelando a tua imagem
com reflexos de cristal,
numa bonita aquarela,
- ao sabor de doce brisa -,
e com “metades da lua”,
resplandecendo na tela!...
Uma metade, era tua!
A outra, era de Luíza!


(Dilma Damasceno)
Cascais-Portugal, em 25 de Setembro de 2009

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

UM ACRÓSTICO ESPECIAL



Quando criança, eu já gostava muito de poesia,
e tinha uma curiosidade louca para entender os acrósticos…
as palavras em destaque, me faziam pensar em palavras cruzadas.
Como sempre gostei de pesquisar, peguei um dicionário
e procurei satisfazer a minha curiosidade.
E lá estava escrito:

ACRÓSTICO s. m. Composição em versos cujas letras iniciais
(às vezes as mediais ou as finais), lidas no sentido vertical,
formam uma ou mais palavras,
que são o tema, o nome do autor
ou o da pessoa a quem foi dedicada a composição.

Desde então, passei a ter preferência por acróstico que contempla
o nome da pessoa a quem foi ofertado.

Confesso que narrei tais fatos,
para justificar porque raramente escrevo acrósticos:
porque somente consigo escrevê-los, conhecendo,
além do nome, e dos escritos e/ou informações sobre a pessoa
a quem foi dedicada a composição,
também, - e de forma muito particular -, a alma dessa pessoa!

Hoje bateu-me o desejo de escrever um acróstico
com o nome de um ser que considero "símbolo do bem"!
Se procuro uma imagem para representá-lo simbolicamente,
- entendo como figura mais adequada -, uma árvore forte e acolhedora,
mais precisamente, um tronco robusto e saudável, fonte de:
luz, esperança, sabedoria, sonho, beleza, poesia, e amor!

E por falar em árvore,
no meu Brasil, o “Dia da Árvore” é comemorado a 21 de Setembro
(e é um dia muito importante),
antecedendo a Primavera (que tem início em 22 de Setembro),
- estação onde as flores nascem e onde a natureza recupera a vida -,
e portanto, a data simboliza o recomeço de um novo ciclo
para o meio ambiente, e a altura ideal para reforçarmos nossos apelos
pela preservação do planeta e da natureza em geral.

Plantar uma árvore,
pode proporcionar uma recordação gratificante!
Saborear os frutos de uma benéfica árvore,
é saborear a bondade da vida!

Já agora, começa a fluir o acróstico desejado,
e a inspiração que surge, passeia e escolhe como pouso,
a “árvore genealógica” do ser a quem dedico a singela peça.
Sem mais delonga, reafirmo o sentimento inicial,
e declaro:



Joaquim, é um nome especial
O nome que amei, desde criança
A presença gentil da esperança
Que alimenta o meu sonho sensual.
Um sentimento pleno de ternura
Inunda o meu ser, quando Joaquim,
Menino Quim, se revela com doçura!


Marques, mostra um caminho original:
A procedência do “Menino Quim”...
Registrando a herança paternal!
Quando eu leio “Joaquim Marques”, sinto
Uma luz, clareando a minha alma!...
E essa luz, meu coração, acalma…
Simbolizando um alvorecer distinto!


Almeida, sobrenome de ascendência,
Liga o “primeiro”, ao “último” sobrenome,
Mostrando” laços” versus “procedência”;
E assim, guarda e revela na essência,
Influência materna, que, "dual",
Demanda na sequência explícita do nome,
Adir o sobrenome “Cruz”, igualmente maternal.


Cruz, que Joaquim Marques Almeida, é detentor,
Revelando sentimentos de fé e de altruísmo!…
Um sinal, que no momento do batismo,
Zelosamente foi traçado em sua fronte, com amor!


(Dilma Damasceno)
Cascais-Portugal, em 21 de Setembro de 2009


Post Scriptum

... E como eu te amo, Joaquim Marques Almeida Cruz!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

FRAGMENTOS DE TERNURA...




Fragmentos de ternura
embalam meu pensamento,
sob a aura da candura
que voa ao sabor do vento,
num "leva e traz" de sabores...
num misto de sons e cores...
num "vai e vem" de harpejos!...
São coisas que vou sentindo
embevecida... intuindo,
da natureza, os desejos!...


Coisas que meu coração
guarda carinhosamente,
com esperança crescente,
e desmedida paixão!...
Coisas que muito me encantam,
e ao mesmo tempo, me espantam,
por terem tanto esplendor!
... E na fluência do encanto,
um azulado agapanto,
- com acalentos de amor -,
rouba a cena do momento!...
Meu "coração delirante",
- de ternura, transbordante -,
transborda de encantamento!


(Dilma Damasceno)
Cascais-Portugal, em 18 de Setembro de 2009

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

RELÍQUIAS...



"Fica sempre um pouco de perfume nas mãos
que oferecem rosas!"
(Thomas Cray (1716-1771) - Teólogo Inglês)

É, sem dúvida, um lindo pensamento...
de profundo significado!

E porque não consigo calar certas emoções...
eis o meu sentimento:



Quem cultiva amor e rosas,
guarda, nas mãos, o perfume...
e, no coração, o lume
das emoções amorosas!


(Dilma Damasceno)
Cascais-Portugal, em 11 de Setembro de 2009

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

NO MAR DO MEU CORAÇÃO...


Sonhei que a inspiração
era um "rio" sem fronteiras,
- de águas alvissareiras -,
rumando ao mar da paixão!


O sol, - na "mina celeste" -,
era "o ouro no azul",
brilhando de Norte a Sul,
e de Leste a Oeste,
enquanto o lirismo doce,
jorrava, como se fosse
uma fonte luminosa...
e um beija-flor azulado,
no jardim ensolarado,
colhia o néctar da rosa!


Inusitada emoção,
tomou conta do meu ser!...
Pois, o "rio inspirador",
fluentemente, - a correr -,
correu... correu... e então,
- rendendo um culto ao amor -,
em sintonia crescente
com a genuína estação,
desembocou docemente
no mar do meu coração!


(Dilma Damasceno)
Cascais-Portugal, em 09 de Setembro de 2009

terça-feira, 8 de setembro de 2009

NO ONDULAR DA CORRENTE...



Em 09 de Junho de 2009,
O "Amor, Sublime Amor" enlouqueceu meu coração,
com surpresas emocionantes e indeléveis!

Estivemos em Vila Nova de Gaia/Porto;
conheci uma das caves onde é armazenado o "Vinho do Porto";
degustei deliciosos vinhos, e me deleitei com o lírico cenário!...
Retornei ao "Lar, Doce Lar", encantada!

Hoje,
desejando registrar o turbilhão de emoções que senti
enquanto contemplava o deslumbrante Rio Douro,
declaro:



No lastro da esperança,
entreguei-me ao sentimento,
ao sabor da brisa mansa
que embalava o momento!...

Do meu íntimo amoroso,
o sentimento jorrou,
transcendeu, e transbordou
como um rio caudaloso,
- a correr fluentemente -,
no corpo da natureza!...
Foi assim, - literalmente -,
que estive a contemplar
o formoso Rio Douro,
sob um pôr-de-sol de ouro,
- que marejou meu olhar -,
brilhando na correnteza!

A correnteza envolveu
o sentimento envolvente!...
... E o meu olhar se perdeu
no ondular da corrente!

(Dilma Damasceno)
Cascais –Portugal, em 08 de Setembro de 2009

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

CORAÇÃO DELIRANTE





Ah! Coração delirante,
que só sabe amar, assim:
sonhando um sonho incessante,
com perfume de jasmim!


(Dilma Damasceno)
Cascais-Portugal, em 03 de Setembro de 2009

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

ABENÇOADO VÔO!





Ouvindo a voz do amor,
o meu "coração alado",
loucamente apaixonado,
pediu a Nosso Senhor,
que o deixasse voar,
sem medo, e sem sobressalto.
- Deus atendeu seu clamar!
... E então, meu coração,
sem qualquer hesitação,
- abraçando novos laços -,
alçou o vôo mais alto!...
E aterrissou, em teus braços!


(Dilma Damasceno)
Cascais-Portugal, em 29 de Agosto de 2009

sábado, 1 de agosto de 2009

INEBRIANTE DESPERTAR!






Hoje acordei com o Sol
a dourar meus pensamentos...
e aqueci os sentimentos,
em cada raio dourado!


Uma imagem comovente,
misturou-se em meu olhar,
com a luz do arrebol!...
- É muito bom contemplar
o Sol, Contigo ao meu lado,
dormindo serenamente!


Meu desejo, é todo dia
ver a manhã clarear
ao sabor da poesia,
e ao teu lado, despertar,
sentindo esperança e calma!...
Contemplar, - com emoção -,
o Sol, em nosso recinto,
dourando tudo que sinto,
abraçando a tua alma!...
Beijando o teu coração!


(Dilma Damasceno)
Cascais-Portugal, em 01 de Agosto de 2009

sexta-feira, 31 de julho de 2009

DOCE REDEMOINHO








Um doce redemoinho,
- no meio da madrugada -,
deixou-me a alma, enlevada...
e o corpo, em desalinho!



Meu coração, qual cigarra,
cantou repetidamente...
quase, enlouquecidamente!...
E na maior algazarra,
querendo, - de amor -, brincar,
com teu coração, brincou!...
Depois então, sossegou
ao som do teu respirar!





(Dilma Damasceno)
Cascais-Portugal, em 31 de Julho de 2009


terça-feira, 23 de junho de 2009

MINHAS "FLORES CANINAS"

(Eu e minhas "flores caninas"... dois encantos: Sissy e Soraya)



A minha paixão por animais e pelo campo, é muito antiga...
em verdade, é desde sempre!
Tenho diversos bichinhos que amo bastante...
todos me conhecem... e nos entendemos muito bem!
As "queridas" da foto, já me deram muitas alegrias...
e também alguns sustos...
pois, são demasiadamente, peraltas!

Ontem, tive um sonho inusitado e emocionante com as duas
correndo para mim, e falando comigo...
melhor dizendo: expressando sentimentos!...

Guardei as palavras mágicas que pronunciaram,
e acordei impregnada de emoção e de saudade!...
Só então me dei conta que hoje é Noite de São João,
e associei o emocionante sonho, à forte ligação que nos envolve,
e muito particularmente,
à distância que nos separa por algum tempo!

Sissy e Soraya se encontram no meu "Recanto Caboclo",
onde estão ambientadas, e se sentem bem, muito embora
estejam sentindo minha falta, e eu esteja sentindo falta delas.

Minhas "flores caninas", são corajosas e ousadas,
porém morrem de medo de fogos de artifício.
O pipocar dos fogos, parece um terror para elas.
Em momentos assim, eu costumava ficar com as duas, no colo,
enroladinhas em lençóis, até se acalmarem e adormecerem!

Minhas pequeninas são bastante mimadas...
muito dengosas,
extremamente espertas...
e, carinhosíssimas!...
E será maravilhoso voltar a cuidar delas!
Enquanto isso não acontece, vou recordando e sonhando assim:


Meu pensamento, com ardor, voeja,
enquanto escrevo, - plena de ternura -,
evocando a essência doce e pura
que embala minh’alma sertaneja!

Curtir meus animais de estimação,
é um deleite para o meu olhar
que transborda translúcido, a molhar
minha face com lágrimas de emoção!

No meu "zôo caboclo", - original -,
a pureza que existe, me fascina!
Soraya "moça"... e Sissy "menina",
me encantam de forma especial!

Longe das minhas "catitas",
muitas águas já rolaram!
... E ontem sonhei, ouvindo,
saboreando, e curtindo
três palavras bem bonitas:
"eu te amo"... elas, "falaram"!

Por um instante eu fiquei
completamente, aturdida!...
Fiquei mesmo, estarrecida!...
E com meus botões, pensei:

Devo estar a delirar!...
Minhas "meninas" queridas,
estão assim, tão sabidas,
que também sabem falar?!...

Foi um sonho. Mesmo assim,
achei lindo elas falando
em alto tom, declarando
o amor que sentem por mim!

Minha paixão por ambas, é infinda!
… Eu também te amo Soraya bela!...
Eu também te amo, Sissy formosa!
(Não sei, das duas, quem é mais linda!
Só sei que cada uma se revela
mais companheira, e mais carinhosa!)

E confesso, enternecida:
Minhas duas pequeninas,
são duas "flores caninas"
que alegram minha vida!...

Na "barra da minha saia",
quantas vezes, envolvi
a minha amada Sissy...
e a minha amada Soraya!

Do meu olhar amoroso,
caem lágrimas de emoção!...
A nostalgia, me invade!
... E escrevo um verso choroso,
com a tinta do coração:
Saudade!... Muita saudade!

(Dilma Damasceno)
Cascais-Portugal, em 23 de Junho de 2009

domingo, 31 de maio de 2009

SENTIMENTO MATERNAL

(Fotos minhas e de Allan, mostrando a passagem do tempo)


À luz da recordação,
Vejo o meu filho, criança,
com olhar de confiança,
segurando a minha mão...

rumando ao Pré-Escolar,
de nome: "Casa Jardim"!
... E toma conta de mim,
uma emoção sem par!

No lastro da evocação,
fala mais alto, a estima!...
E aqui, peço permissão
para uns registros, sem rima:

... Do nosso Apartamento até o Educandário "Casa Jardim",
a distância é pequena, e então, fomos caminhando,
parando aqui e ali, desfrutando dos primeiros raios de sol!
Allan sempre gostou de flores azuis e lilazes...
Havia no pátio do Edifício de nossa morada, um canteiro
de plantas, contendo "bom-dia" (as rosas são brancas),
e outro, contendo "boa-noite" (as rosas são lilazes)...
que sempre gostei de cultivar!...
Allan levava alguns galhinhos de "boa noite" que havia colhido.
(Aqui, estamos nós... Allan, colhendo flores do pé de "boa noite")


Ao chegarmos à Casa Jardim, fomos encaminhados à Diretoria,
e recebidos pela Proprietária e Diretora, Margarida Hollanda.
E então, o meu menino, com os olhos brilhando de satisfação,
estendeu a mãozinha gorducha, e disse:

"muito prazer... meu nome é Allan com dois éles"...

A Diretora, abrindo um largo sorriso, respondeu:

"Igualmente, Allan com dois éles!...
Eu me chamo Margarida Hollanda...
e Hollanda, também com dois éles".

Todos rimos...
e Allan, de forma bastante espontânea,
ofertou as rosinhas à Margarida Hollanda,
que mostrou-se bastante sensibilizada.

E foi assim,
que o "meu menino" ingressou no universo escolar!

Passo a registrar outro episódio de genuinidade:
Sempre gostei de caminhar, curtindo a paisagem.
Numa noite de lua cheia, por volta das 20:00 horas,
eu e Allan nos dirigíamos ao Supermercado Nordestão,
que fica bem pertinho do nosso Apartamento...

(Estacionamento do Nordestão)


A noite estava clara, o céu muito limpo e estrelado,
e Allan andava, e parava...
andava, e parava...
apertava a minha mão, e mencionava as guloseimas
que desejava comprar:
A lista começava com "chocolate baton"... que, diariamente,
quando eu saía para o trabalho,
da janela do Apartamento, Ele acenava para mim, e pedia:

"mamãe, se lembre de não esquecer, viu?"


(Imagens do chocolate baton que Allan tanto gostava!)
Já quase chegando ao Nordestão, Allan parou novamente...
olhou para o céu, e apertando mais ainda a minha mão,
externou:

"Mamãe, olhe como a lua está bonitinha!...
parece uma princesa... toda vestidinha de amarelo!"


(Foi uma lua assim, que estivemos a contemplar naquela noite)


Outra vez - era Domingo - fazia um calor enorme,
e saímos para dar uma volta na praia, e tomar sorvete...
em seguida, deixei o automóvel no estacionamento da sorveteria,
e fomos caminhar um pouco pela Avenida Marechal Deodoro,
na altura do Centro da Cidade Alta...
quando passávamos em frente à Catedral,
Allan olhou admirado para a cobertura, e disse:

"Mamãe, olhe o escorrego do gigante"!


(Catedral Metropolitana de Natal-RN)


E para completar,
registro mais uma das proezas do meu Allan criança:
Estávamos em Caicó, minha cidade de origem.
Era Sábado, dia da Feira.
Eu, Allan, e Edilza (minha irmã), fomos fazer compras.
Andamos muito... a temperatura estava em quase 40 graus,
e tomamos bastante líquido:
caldo de cana, suco de cajú, água de coco, etc...
e antes de terminarmos de comprar tudo que desejávamos,
Allan começou a choramingar, pedindo para ir para casa,
pois queria tomar um banho.
Retornamos, todos cansados e cheios de calor...
e fomos cuidar do almoço.
Allan se mostrava impaciente, e não tirava os olhos
de uma penca de bananas
que estava numa cesta de variadas frutas...
e então, com o semblante bastante engraçado,
olhou para a Tia, e falou:

"Tia Edilzinha, aquelas bananas estão rindo pra mim"!


(Lindas frutas! E foram bananas como essas,
que sorriram para Allan... risos)


A Tia começou a rir, e perguntou se Ele queria uma...
Ele aceitou rapidamente...
comeu com a maior gula, e ao terminar,
disse que as bananas continuavam rindo...
e a Tia falou que enquanto as bananas estivessem rindo,
Ele podia continuar comendo.
Ele comeu outra... e mais outra...
e só então, as bananas deixaram de rir!

Que bananas, riam, eu juro que não sabia!...
O que sei, é que a andança na feira, foi tanta...
que perdemos a noção do tempo...
e o "meu menino" chegou em casa,
tão esfomeado e indisposto com o calor insuportável,
que saiu do normal, e teve alucinações!...
Acontece, que na feira de Caicó,
quanto mais a gente anda, mais vontade tem!

O que acabei de relatar, me enche de saudade,
e ao mesmo tempo, de gratidão a Deus,
por ter um filho como Allan:
calmo, amigo, estudioso, e sem vícios!

Era muito bom observar as brincadeiras de Allan,
vestido de Superman e de Homem Aranha...
Gostava de brincar de Pirata, não perdia os SuperAmigos,
curtia imensamente, He-man, o Incrível Hulk, Batman e Robin,
etc... etc... etc...


(Alguns dos heróis que Allan admirava imensamente)


Na minha "selva",
os ditados populares são fortemente, considerados.
Há um deles, que diz:

"Quem a boca do meu filho beija, meu bico adoça."

Eu, como "cabra da peste" autêntica, que sou,
sempre defendi minhas convicções, com unhas e dentes.
Valorizo "usos e costumes"...
preservo as tradições...
respeito as crendices...
e no tocante ao sentimento, sou bastante resolvida.
Gosto de tratar bem os filhos dos outros... e naturalmente,
gosto que tratem bem o meu filho.
Portanto, em relação ao ditado supramencionado,
eis como sinto:

Quem agrada o meu filho, me agrada;
e quem não gosta do meu filho, também não gosta de mim!

... Voltando ao momento em que pedi permissão
para intercalar esta prosa...
para não abusar da permissão solicitada,
cumpre-me retomar as rimas,
muito embora, neste momento, a inspiração procure escapar,
quem sabe, enciumada por haver sido interrompida.
Assim, antes que fuja de vez, aproveito para concluir:




... E me sinto comovida,
pois tudo isso envolveu
um período de promessa,
no qual me absorvi!
Mas na "Folhinha da Vida",
o tempo passou depressa!
O "meu menino", cresceu!...
E eu, - amadureci!

Peço ao Pai Universal,
que proteja o "meu menino"!
Que cuide do seu destino!...
E o defenda do mal!

E então, digo ao meu Filho:
em qualquer das estações,
seja outono... primavera...
seja verão... ou inverno...
eu absorvo o seu brilho!
Sempre, em minhas orações
de forma pura e sincera,
rezo por quem o apoia!...
Vejo em Você, uma jóia
que Deus me deu de presente!
E sabe "aquele caderno",
onde escrevo com fervor,
o que meu coração, sente?!...
Na página "seção fraterna",
consta em linguagem materna:
ALLAN, MEU ETERNO AMOR!
(Dilma Damasceno)
Cascais-Portugal, em 31 de Maio de 2009

Post Scriptum

Hoje, termina "maio",
mês de Maria...
mês das Flores...
mês das Mães!

Se hoje eu estivesse em Natal-RN,
teria convidado Allan para um almoço especial
no lugar que aquece a minha alma:

"Recanto Caboclo"!

Como me encontro em outro Continente,
concentro o meu desejo,
no sentimento espelhado nas imagens,
no texto,
e nos versos constantes desta postagem,
que encerro com uma foto que simboliza
a dádiva que é em minha vida, ser mãe de Allan:

(Nós, - e sempre foi assim -, unidos pelos laços:
da compreensão, da confiança, da afinidade, e da esperança
!)

domingo, 10 de maio de 2009

O MEU RECANTO CABOCLO!

Eu gosto muito dessa paisagem...
especialmente, desse caminho de coqueiros
em direção à casa sede, - antiga e simples -,
do meu recanto caboclo!...
Nos juncais que fazem parte desse significativo cenário,
quantas vezes contemplei os pirilampos, - pequeninas estrelas -,
brilhando nas noites, sobre a água suavemente cálida, da lagoa!...
Foi nesse singelo lugar, - onde sempre me senti em paz -,
que tive a sorte de começar a ser feliz!
E é por gostar tanto do meu "recanto caboclo",
que me acontecem coisas assim:




Ontem, sonhei retornando
à Fazenda “Bela Vista”...
e meu olhar paisagista,
marejou, admirando
a paisagem alvissareira,
engalanada de sol...
e um lindo rouxinol,
no galho da laranjeira!




Tocada pela emoção,
percorri velhos caminhos,
embalando o coração,
ao cantar dos passarinhos!...


Um colibri sobre as flores,
ungiu meu encantamento!...
E me entreguei ao momento
repleto de sons e cores!


Volvendo amorosa cena,
- de essência pura e boa -,
tomei banho na Lagoa
de água morna e morena!


Em casa, - contagiante -,
um doce clima, reinava!
No alpendre, me esperava
uma rede aconchegante!


Confesso que recordei
momentos inusitados,
sensuais, e encantados,
que jamais esquecerei!


Foi um sonho apaixonante,
sob a chama campesina...
de beleza genuína...
e toque acariciante!


… É doce “sonhar”, sentindo
os afagos da candura!...
E retratar a figura
da natureza, sorrindo!


(Dilma Damasceno)
Cascais-Portugal, em 10 de Maio de 2009