sábado, 1 de janeiro de 2011

ESCALADA




Busquei caminhos floridos
sob a luz dos sentimentos!…
Lindos sonhos coloridos,
guiaram meus pensamentos!...


Mergulhei na fantasia
com a alma esperançosa
de resgatar a poesia
dos meus sonhos cor de rosa!…


E quase que de repente,
meu coração deu um salto:
o sonho se fez presente!…
Porém, como estava alto!


Mesmo assim, sem hesitar,
prossegui em disparada…
até que pude alcançar
o topo da escalada!


… Olhei em volta, e então,
com o coração risonho,
foi só levantar a mão,
e enfim, colher o sonho!


(Dilma Damasceno)
Cascais-Portugal, em 01 de Janeiro de 2011

Post Scriptum

Neste primeiro dia de 2011, venho desejar FELIZ ANO NOVO aos meus Familiares, Amigos, e Leitores, com votos de muito amor,
muita paz, e muita luz, acrescentando um sentimento literalmente genuíno, que registro com infinita ternura:

Quando pequenina, nas noites estreladas, eu gostava de contemplar o firmamento, e passava boa parte do tempo, tentando contar as estrelas.

Uma noite,  eu disse ao meu avô que precisava de uma escada gigante. Ele quis saber porque eu queria uma escada tão grande... e respondi: é para alcançar uma estrela!  Ele sorriu, e disse que uma escada como eu queria, levaria muito tempo para ficar pronta. E como se estivesse rezando, acrescentou com transparente fervor:

“Tenha calma e fé, pois tudo vem ao seu tempo… chegará um dia em que você alcançará a estrela que deseja… e quanto mais puro e forte for o seu desejo, mais brilhante e bela, será a sua estrela!”

Estava certo,  o meu inesquecível e sábio Joaquim (Avô)!… Alcancei a estrela desejada!...
E dou graças a Deus, porque a minha estrela,  além da beleza e do brilho, tem um nome que me acompanhará eternamente:
“Joaquim”  

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

ROSA ENCARNADA




 
… E se a rosa encarnada
não receber o carinho
do beija-flor “desejado”,
sentir-se-á desamada!…
Não poderá ser feliz!...
Viverá triste e chorosa!
Sem beijo de passarinho…
sem orvalho… sem matiz…
sem a carícia do amor…
era uma vez, uma rosa! 

 
(Dilma Damasceno)
Natal/RN-Nordeste-Brasil, em 28 de Dezembro de 2010

domingo, 26 de dezembro de 2010

QUANTA SAUDADE EU SINTO...






Debruçada na "Janela
Da Minha Rua", - saudosa -,
penso na “singela rosa
que deixou a passarela
do seu torrão singular,
e foi partilhar o ninho
de um “belo passarinho”,
do outro lado do mar!


Penso nos lindos momentos
vividos com intensidade…
plenos de felicidade,
e de ternos sentimentos!... 


Penso no “Tear do Amor”,
onde teci comovida,
a roupagem colorida
de um sonho encantador!...
Por amor, e por amar,
- em nome da crença pura,
e da dulcíssima ternura -,
fortaleço o meu tear,
com um simbólico decreto:
Os sentimentos tecidos,
jamais serão excluídos
do "Relicário Secreto"
que me inspira a tecer
fantasias preciosas!
... Sem carícias amorosas,
confesso: não sei viver!


Quanta saudade eu sinto
da doçura dos cantares;
dos românticos luares;
e do desejo distinto,
que conduz os corações
ao infinito encantado!
… O meu “coração alado”,
solfejando as pulsações
dos sonhares benfazejos -,
sonha… transcende… solfeja…
rufla as asas, e adeja
na “amplidão dos desejos”!


(Dilma Damasceno)
Natal-Nordeste-Brasil, em 26 de Dezembro de 2010

sábado, 25 de dezembro de 2010

O "NATAL" EM NATAL







É bom passar o Natal
em Natal, Cidade bela!…
Acordar perto do mar,
e ao abrir a janela,
sentir o ar tropical
da natureza singela...
e ver o sol desfilar
em gigante passarela!

O Natal, comemorado
na Cidade dos Reis Magos,
é um Natal “duplicado”…
e transbordante de afagos!...

Tudo isso, me comove,
- inspira -, e me faz pensar:
Ah, se eu pudesse pintar
a tela mais genuína,
- com o sentir que me move -,
pintaria o sentimento
impregnado de Fé,
da tradição natalina
que a minha alma cultiva!
… E com a tinta mais viva,
pintaria o NASCIMENTO
DE JESUS DE NAZARÉ!

(Dilma Damasceno)
Natal/RN-Nordeste-Brasil, em 25 de Dezembro de 2010

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

LOUVANDO O "MENINO DEUS"





O Natal nos oferece
a dádiva do Amor Divino!
Meu coração se enternece!…
E com ardor genuíno,
elevo ao Céu, uma prece
de louvor ao “Deus Menino”:


Bondoso “Menino Deus”,
- Essência da Divindade -,
receba os louvores meus,
em nome da Humanidade!


(Dilma Damasceno)
Brasil-Nordeste-Natal/RN, em 24 de Dezembro de 2010

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

DIÁLOGO IDÍLICO





Olá, rosa campesina!
Que fazes neste recanto,
exposta ao sol, sem um véu?
- Olá, nuvem purpurina!…
Procuro, de canto a canto,
um passarinho, no céu!
Tu não o vistes, voando
em direção ao futuro?!...
Ele é tão formoso e puro,
que voeja, desenhando
- com formosura e pureza -,
um arco-íris sem fim!
… Em clima de sedução,
divaga o meu coração,
- e contemplo a natureza -,
com saudades do jardim
singelo e encantador,
onde os melros fazem ninhos,
desenhando desalinhos
na tela cândida do amor!


(Dilma Damasceno)
Natal/RN-Nordeste-Brasil, em 16 de Dezembro de 2010

terça-feira, 26 de outubro de 2010

HAJA SAUDADE...




Já vivi muitos Outubros, mas, nenhum, como este de 2010!

O turbilhão que me envolve neste Outubro, - galopante e assustador -,
me faz lembrar um pensamento constante do Livro
“O CONDE DE MONTECRISTO”,
onde o sentimento da saudade parece disputar
uma queda de braço com o tempo!

“A vida é credora, impiedosa.
Se um dia nos dá uma alegria,
no outro nos dá uma tristeza, em contrapartida.
E não adianta tentarmos diminuir a dor,
distribuindo honras e riquezas,
porque nem todo o ouro do mundo, 
nos devolve a felicidade morta.”




Neste rigoroso Outubro,
sinto o amargo sabor
do lado triste do amor!…
E, de tristeza, me cubro!

Coberta pela tristeza…
sentindo a vida, espinhosa…
divago igual uma rosa
perdida na correnteza!

Percebo então, que, a sorte,
não leva em conta, a idade,
nem a estação florida!…
Por mais que eu reze e peça
para ouvir a voz da vida,
pregando a longevidade,
só ouço a voz que me ensina
a não ter medo da morte
pela vida que termina…
porém, pela eternidade
que pra quem morre, começa!
E assim… haja saudade!


(Dilma Damasceno)
Natal/RN-Nordeste-Brasil, em 25 de Outubro de 2010

sábado, 23 de outubro de 2010

SERIADO ÍMPAR



(Capítulo Primeiro)


Tão dorida, já estava…
tão triste, meu Deus… tão triste,
- a rosa -, em áspero caminho!...
Por um afago, esperava…
assim, como o passarinho
faminto, espera o alpiste…
assim, como o sertanejo,
- tiritante de desejo -,
espera a chuva, rezando,
na latada da palhoça…
louvando Deus, e rogando
que caiam pingos na roça!





(Capítulo Segundo)


… Era fremente a tristeza
da rosa, fragilizada,
feito ovelha desgarrada,
cercada de aspereza…
envolta na chama imensa
que a dor da separação
mantém acesa e intensa,
à luz da recordação!





(Capítulo Terceiro)


… E então, - a rosa -, insegura,
- e mais e mais, impotente -,
pediu socorro à doçura!...
Mas, foi a voz da dureza,
que ditou: “se estás doente,
vai ao médico”. Ela, sentida
e acabrunhada, chorou
lágrimas de salgada dor!
… Uma semana, passou!...
Haja, dor! Haja, tristeza!
A rosa, desprotegida,
outra vez, não se conteve!…
Diante do dissabor,
chorou um choro saudoso,
lembrando um ninho amoroso,
onde, um doce afago, teve;
e onde teve guarida!
… Ah, se o “Beco da Peçonha”
pudesse falar por Ela,
diria, mirando a mata:
gosto da vida singela
que me permite sonhar,
vendo o melro se aninhar,
e banhar-se na cascata!





(Capítulo Quarto)


Cultuando a Natureza,
- com devoção fervorosa -,
a Rosa se ajoelhou
frente ao Altar da Pureza,
e ao Pai Celeste, implorou
por uma chuva de amor,
com essência milagrosa!…
“Daquela”, que rumoreja
nas telhas do coração!…
Que transbordante, goteja,
despertando excitação,
e com dulcíssimo sabor,
incensa o amoroso enlace
- de semblante encantador -,
nascido da poesia!...
“Daquela”, que em lírica prosa,
serpenteia audaciosa,
sedutora e benfazeja,
- repleta de fantasia -,
e com feição sonhadora,
canta, molhando a vidraça
vigilante e protetora
de um recinto encantado!...
“Daquela”, que quando embaça
as vitrines do desejo,
enchendo o ar de esplendor,
faz do enlace, um voejo
feliz e apaixonado!





(Capítulo Quinto)


Indago à chuva dos sonhos
sentimentais e risonhos:
Por que deixas descontente,
- e tratas com desamor -,
um coração sonhador,
que ama profundamente?!...
A medicina, não cura
as dores que afetam a alma!
Só quem consola, segura,
e essas dores acalma
com especial brandura,
é a mão compreensiva,
generosa, e afetiva,
de quem ama com ternura!


(Dilma Damasceno)
Natal/RN-Nordeste-Brasil, em 21 de Outubro de 2010

terça-feira, 19 de outubro de 2010

ENTRE A REALIDADE E O SONHO...



14 de Outubro, é uma data especial, e era o meu desejo, estar na terra lusa, em Bicesse.
Por motivo de força maior, neste 14 de Outubro/2010, não posso repetir os eventos realizados em Outubro/2007, Outubro/2008, e Outubro/2009!

Encontro-me em terras brasileiras, nordestinas, e potiguares… e depois que uma linda bentivi teve a saúde agravada… tanto, que, Domingo 10, bateu asas e voou para o infinito, sinto-me agoniada, chorosa, e assustada com a rapidez com que a vida toma rumos desconhecidos!

Fisicamente longe do “Amor, Sublime Amor”, sinto que precisarei continuar longe geograficamente, por mais algum tempo; preciso, e como preciso, resolver assuntos pendentes, imediatos, e importantes…

Peço a Nossa Senhora de Fátima, que me ajude a resolver o que precisa ser resolvido…

E agradeço a Deus pelo intenso amor que transborda em meu íntimo, apesar das dificuldades e das dores que o destino tem causado!

O aniversário do “Amor, Sublime Amor”, tenho Fé que será comemorado em momento bom… da forma merecida!

É com sentimento extremamente amoroso, que rogo ao “Anjinho Mensageiro”, levar o meu coração cheinho de bons votos, ao endereço do Amor Desejado!…

Enquanto isso, fico entregue às recordações… e assim, vou extravasando algumas emoções que não querem calar:



Diz a rosa, enfraquecida:
“ah, beija-flor, vinde a mim!...
A coisa melhor da vida,
é ver o teu voejar,
- leste, oeste, norte, e sul -,
engalanando o jardim
do sonhado encantamento”!


- E eis o meu sentimento:
“pequeno pássaro azul”,
por ti, voei sobre o mar…
deixei a selva… e cruzei
a linha do equador!…
Meu coração, eu te dei!...
És o meu sublime amor!


(Dilma Damasceno)
Natal/RN-Nordeste-Brasil, em 14 de Outubro de 2010